De surpresa. Carlos III e William juntam-se à multidão na longa fila de homenagem à rainha

Charles e William apareceram de surpresa para um passeio junto da multidão, que os aplaudiu, dois dias antes do "funeral do século". Veja as imagens.

O rei Carlos III e o príncipe William foram hoje ao encontro da multidão, que se mantém horas numa fila com quilómetros, para prestar homenagem a Isabel II, cujo caixão continuará até segunda-feira em exposição na capital britânica.

Charles e William apareceram de surpresa para um passeio junto da multidão, que os aplaudiu, dois dias antes do "funeral do século", para o qual os dignitários estrangeiros começaram a reunir-se.

O tempo de espera desde o fim da fila, ao longo do rio Tamisa até Westminster Hall, em Londres, até ao caixão, foi estimado hoje ao meio dia em cerca de 14 horas.

Acompanhado por William, o príncipe herdeiro, o novo monarca passeou durante cerca de 20 minutos junto da multidão, trocando algumas palavras e apertos de mãos, à semelhança do que fez na última semana na digressão pelas quatro nações constituintes do Reino Unido, de Belfast a Cardiff.

William, que agora detém o título de Príncipe de Gales, irá juntar-se aos outros sete netos da rainha - incluindo o seu irmão Harry, com quem as relações são notoriamente difíceis - este sábado à noite, num velório familiar junto do caixão de Isabel II.

Londres prepara-se para o seu primeiro funeral de Estado desde o de Winston Churchill, em 1965, no maior evento alguma vez policiado pelas autoridades de segurança londrinas, num dispositivo ainda maior do que aquele que foi montado para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

O público tem até esta segunda-feira de manhã às 06:30 (05:30 TMG) para prestar a sua última homenagem à soberana. Em seguida, um cortejo acompanhará o caixão até à Abadia de Westminster, onde o funeral será realizado às 10:00 TMG.

Assistirão presencialmente à cerimónia cerca de 2.000 convidados, incluindo centenas de líderes mundiais, entre os quais o Presidente norte-americano, Joe Biden, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o imperador do Japão, ou o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois de um último cortejo, o corpo de Isabel II será colocado na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, a oeste de Londres, ao lado do seu pai, o Rei George VI, e do seu marido, o Príncipe Filipe.

Antes do funeral, Carlos III protagonizará uma intensa atividade diplomática no Palácio de Buckingham, que começa já hoje, com as boas-vindas aos chefes de Estado e de governo dos 14 países-membros da Commonwealth, incluindo Justin Trudeau (Canadá), Jacinda Ardern (Nova Zelândia) e Anthony Albanese (Austrália).

No domingo à tarde, Carlos III, que se tornou monarca aos 73 anos de idade, será o anfitrião de uma receção oferecida aos chefes de Estado e de governo convidados.

De igual modo, a primeira-ministra britânica, Liz Truss, que está no poder há 10 dias, deverá encontrar-se com vários líderes antes do funeral, incluindo Joe Biden, o primeiro-ministro irlandês, Michael Martin, e Justin Trudeau.

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