Debate a cinco muito aguardado em Espanha para sair do impasse

Pedro Sánchez (PSOE, socialista), Pablo Casado (PP, direita), Albert Rivera (Cidadãos, direita liberal), Pablo Iglesias (Unidas Podemos, extrema-esquerda) e Santiago Abascal (Vox, extrema-direita) realizam esta segunda-feira o único debate televisivo para as eleições espanholas.

Numa campanha eleitoral mais curta do que o habitual, os cinco candidatos enfrentam-se esta segunda-feira no único debate antes das eleições.

A novidade desta vez é Santiago Abascal, o líder do Vox que nas últimas eleições foi proibido de participar pela junta eleitoral por ainda não ter assento parlamentar.

Sánchez deve aproveitar a deixa para tentar colar os adversários do PP e do Ciudadanos à estrema direita, como tem feito nos últimos dias.

"A extrema-direita vence-se condenando o franquismo, condenando o machismo, condenando a xenofobia e o seu racismo, condenando a sua banalização da violência de género. Vence-se defendendo os valores democráticos e isolando a extrema-direita", defende Sánchez. "Porque se a extrema-direita caminha hoje de peito feito é porque a direita uniu o seu destino à extrema-direita em vez de a isolar nestes últimos anos."

À direita, o conflito catalão deverá ser o centro de todos os discursos. Pablo Casado, líder do PP, acusa Sánchez de querer aproveitar a situação para se fazer de patriota conseguir votos.

"Venha ao debate e responda porque é que ainda não aplicou a lei de segurança nacional, porque é que não manda o requerimento para o cumprimento da constituição ao senhor Quim Torra, porque é que não insta o ministério público a aplicar a lei e o código penal aos violentos, porque é que não rompeu os 40 acordos municipais com os violentos que já estão a alentar a desobediência, que já disseram que vão rebentar um ato do rei de Espanha e da herdeira e que não vão deixar votar em liberdade. Ponha ordem na Catalunha de uma vez ou vamos pô-la nós no 11 de novembro", diz Pablo Casado.

Hoje é o último dia para a publicação de sondagens. As mais recentes dão conta da vantagem do PSOE ainda que a perder terreno e preveem um novo bloqueio político uma vez que nem o bloco da direita nem o da esquerda conseguiriam a maioria absoluta.

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