Delegação russa já aterrou na Turquia para nova ronda de negociações

Negociações estão marcadas para esta terça e quarta-feira, em Ancara, na Turquia.

O avião que transportava membros da delegação russa aterrou esta segunda-feira em Istambul para as conversações, nos próximos dois dias, com a delegação ucraniana, para procurar uma solução para o conflito militar.

A agência de notícias privada turca DHA informou que o avião do Governo russo aterrou no aeroporto de Istambul, para mais uma ronda de negociações, programadas para terça e quarta-feira, em modelo presencial, na Turquia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia poderá aceitar declarar neutralidade - e, eventualmente, aceitar um compromisso para as áreas reclamadas por separatistas no leste do país - bem como oferecer garantias de segurança à Rússia para garantir a paz "sem demora".

Zelensky continuou a insistir em que apenas um encontro face a face com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, poderá colocar fim à guerra.

Contudo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, disse esta segunda-feira que os dois presidentes poderão vir a reunir-se, mas apenas depois de os principais elementos de um possível acordo terem sido negociados, o que ainda não sucedeu.

As rondas negociais anteriores, realizadas tanto por vídeo como presencialmente, não conseguiram atingir uma solução para travar uma guerra que já matou milhares de pessoas e expulsou mais de 10 milhões de ucranianos das suas casas.

A Turquia, membro da NATO, tem relações estreitas com a Ucrânia e a Rússia e, no início deste mês, já acolheu uma reunião entre os chefes das diplomacias dos dois países.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou pelo menos 1.119 civis, incluindo 139 crianças, e feriu 1.790, entre os quais 200 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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