Deputado de Hong Kong pró-Pequim esfaqueado durante campanha eleitoral

Junius Ho tem sido alvo de críticas por parte dos manifestantes pró-democracia e já foi atacado várias vezes.

O deputado de Hong Kong Junius Ho, da ala pró-Pequim, foi esta quarta-feira esfaqueado durante uma ação de campanha para as eleições locais, tendo a polícia já detido o agressor, de acordo com a imprensa local.

Em comunicado, Junius Ho, que tem sido alvo de duras críticas por parte dos manifestantes pró-democracia, indicou que vai ser submetido a cirurgia, mas garantiu estar "livre de perigo".

Um homem foi detido na sequência do ataque, gravado e publicado na plataforma 'online' do jornal South China Morning Post.

O vídeo mostra o agressor a aproximar-se de Ho e a entregar-lhe um ramo de flores, agradecendo "todos os esforços" do parlamentar. De seguida, alegando que gostaria de tirar uma fotografia com o deputado, retirou uma faca da mala e esfaqueou o candidato.

O membro do Conselho Legislativo de Hong Kong (LegCo) esteve na rua em campanha para as eleições para o conselho distrital, que se realizam a 24 de novembro sem o proeminente ativista Joshua Wong, que foi afastado da corrida.

O jornal, que cita fontes policiais, refere que o alerta para o ataque foi dado às 08h44 (00:44 em Lisboa) no Richland Garden Park, no distrito de Tuen Mun.

O deputado Junius Ho tornou-se alvo de críticas em finais de julho, após o ataque a uma estação de metropolitano, onde passageiros e manifestantes foram espancados arbitrariamente por um grupo de homens armados.

Ho foi mais tarde visto num vídeo a apertar a mão a um dos alegados atacantes, na estação de Yuen Long, ainda que o deputado tenha negado qualquer ligação com o grupo que envergava 't-shirts' brancas, normalmente utilizadas em Hong Kong pelos manifestantes pró-regime.

Descontente, uma universidade britânica retirou-lhe um diploma honorário de Direito que lhe havia concedido. No mesmo mês, o gabinete do deputado foi atacado por manifestantes.

A respeito das eleições, Ho declarou que este é um "dia negro", mas que não vai desistir. "Não há ordem nas eleições. Embora a atmosfera eleitoral já seja injusta e tenha perdido a ordem, continuarei a ser corajoso e destemido", afirmou.

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