Desastres naturais na China em agosto afetaram mais de 41 milhões de pessoas

A seca e as inundações foram os desastres mais proeminentes, embora também tenham sido registadas tempestades de granizo, terramotos, tufões e incêndios florestais.

Desastres naturais afetaram 41,8 milhões de pessoas e deixaram 94 mortos ou desaparecidos na China, em agosto, informou esta sexta-feira o ministério de Gestão de Emergências do país asiático.

A mesma fonte disse que a seca e as inundações foram os desastres mais proeminentes, embora também tenham sido registadas tempestades de granizo, terramotos, tufões e incêndios florestais.

As "perdas económicas diretas" devido aos desastres totalizaram 42.790 milhões de yuans (6.122 milhões de euros).

As autoridades recordaram que, em agosto, o país asiático registou a maior média de dias com temperaturas elevadas desde que há registos, o que levou a uma "grave seca na bacia do rio Yangtsé", a mais longa da China.

A seca intensa, sem precedentes em décadas, causou cortes de energia na província central de Sichuan, uma das mais afetadas.

No verão, o nível médio de precipitação na bacia do Yangtsé foi 40% menor do que no mesmo período do ano anterior.

A falta de chuva fez com que mais de 200.000 pessoas tivessem problemas de acesso a água potável e mais de 600.000 hectares de terras agrícolas tenham sido danificados na província central de Hubei.

"Temperaturas extremamente altas" causaram um número "significativamente maior" de incêndios no país, em comparação com agosto de 2021, disse o ministério.

O ministério reportou também "inundações repentinas" em alguns rios, especialmente "na parte norte do país".

O meteorologista local Chen Lijuan explicou recentemente que os períodos de calor intenso, que começam "mais cedo e terminam mais tarde", podem tornar-se no "novo normal" no país asiático, sob "o efeito das mudanças climáticas".

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