Desemprego na OCDE cai em setembro pelo quinto mês consecutivo e taxa chega a 5,8%

Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico assinala que a queda na taxa de desemprego desde o pico em abril de 2020 "deve ser interpretada com cautela".

A taxa de desemprego na OCDE caiu em setembro pelo quinto mês consecutivo, para 5,8%, contra 6,0% em agosto e mais 0,5 pontos percentuais do que a taxa observada em fevereiro de 2020, anunciou esta terça-feira a organização.

Num comunicado divulgado esta terça-feira, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) assinala que a queda na taxa de desemprego desde o pico em abril de 2020, aquando dos primeiros impactos da pandemia da Covid-19, "deve ser interpretada com cautela, uma vez que reflete em grande medida o regresso de trabalhadores em lay-off temporário nos Estados Unidos da América e no Canadá".

O número de trabalhadores desempregados em toda a OCDE caiu para 38,7 milhões em setembro, menos 1,1 milhões do que em agosto, acrescenta a organização.

Na zona euro, a taxa de desemprego "baixou ligeiramente" em setembro para 7,4%, contra 7,5% em agosto, com vários países igualarem ou superarem uma redução de 0,3%.

A Áustria foi o país da zona euro com maior redução do desemprego em setembro (-0,7 pontos percentuais, para 5,2%), seguindo-se a Grécia, Finlândia e Lituânia, todos com menos 0,5 pontos percentuais e com taxas de desemprego de 13,3%, 7,7% e 6,7%, respetivamente.

Também França (7,7%) e Letónia (6,8%) registaram reduções nas suas taxas de desemprego em setembro, ambas com menos 0,3 pontos percentuais face a agosto.

Fora da Europa, foram registadas diminuições de 0,2 pontos percentuais ou mais em setembro nos Estados Unidos da América (para 4,8%), Canadá (6,9%) e México (3,9%).

Por outro lado, a taxa de desemprego aumentou em Israel (para 5,2%), Coreia do Sul (3,0%) e Austrália (4,6%).

A Colômbia e o Japão mantiveram em setembro os valores das suas taxas de desemprego de agosto, com 12,7% e 2,8%, respetivamente.

No conjunto da OCDE, a taxa de desemprego diminuiu mais rapidamente em setembro entre jovens (com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos), para 12,1% face aos 12,4% em agosto, do que entre os trabalhadores com mais de 25 anos, segmento em que o desemprego baixou apenas 0,1 pontos percentuais, para 5,0%.

Já as taxas de desemprego entre mulheres e homens na OCDE verificaram a mesma variação face a agosto, com reduções de 0,1 pontos percentuais, para 6,0 e 5,7%, respetivamente.

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