Despedida ou carta de amor? Timmermans lamenta Brexit em artigo no The Guardian

Das causas da paixão ao divórcio anunciado, Timmermans escolheu declarar-se ao Reino Unido no fim de 2019.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans é, nestes últimos dias de 2019, um político nostálgico e com saudades de um presente que em breve será passado. Timmermans assina, esta quinta-feira, um artigo no The Guardian em que lamenta o Brexit.

O diplomata sublinha a sua ligação ao Reino Unido e despede-se com um abrir de porta que diz ser eterno, mas não deixa de lamentar a decisão dos britânicos, que em referendo votaram a favor da saída da União Europeia. No texto, Timmermans confessa-se de coração partido, mas lembra que a decisão dos eleitores tem de ser respeitada.

A saída do Reino Unido da União Europeia é, para o número dois da Comissão de Von der Leyen, um episódio amargo. Timmermans relembra os tempos em que estudou no país e que exacerbaram o seu sentimento de nacionalidade: "Tornou-me mais holandês do que nunca." Esses são tempos que ficaram longe, mas a ligação, garante, mantém-se muito forte.

O antigo chefe da diplomacia da Holanda declara-se: diz conhecer e amar o Reino Unido pelo que é e pelo que lhe deu. Descreve-se como um velho amante.

"Conheço as tuas forças e as tuas fraquezas. Diferenças? Também existem... Mas são uma fonte de admiração, surpresa, desconforto, incompreensão, ridículo, e sim, amor." Agora, o divórcio aproxima-se e o vice-presidente da Comissão Europeia defende que "como família, as duas partes têm o dever de promover os melhores momentos e afastar os piores".

O fim do casamento do Reino Unido com a União Europeia está marcado para 31 de janeiro. Timmermans sente-se triste por "um membro da nossa família querer romper os laços". Ao mesmo tempo, mantém a porta aberta.

"Nós não nos vamos embora e tu serás sempre bem-vindo de volta", conclui.

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