Dezenas de espaços noturnos em Berlim recebem 81 mil euros de apoio

Bares e discotecas estão encerrados de forma a evitar a propagação da covid-19.

Várias dezenas de clubes e salas de concertos de Berlim, fechados há quatro meses por causa da pandemia de covid-19, receberam, cada um, uma média de 81.000 euros de apoio, segundo dados publicados hoje no diário Tagesspiegel.

Os pilares da vida noturna, principalmente clubes de 'techno', que construíram a reputação de "cidade das festas" de Berlim, estão em grande parte numa situação financeira difícil, desde que encerraram em 14 de março, devido à propagação do novo coronavírus.

A cidade-Estado de Berlim decidiu conceder um apoio de emergência a 46 clubes, festivais e salas de concerto, de acordo com números comunicados por Georg Kössler, eleito no parlamento local pelo partido Verdes, citado pelo Tagesspiegel.

Entre os clubes que receberam o apoio, estão alguns conhecidos para além da capital alemã, como o Tresor, o Kater Club ou o clube Schwuz.

"Devemos assegurar-nos de que estes clubes não desaparecem, porque são uma parte importante de Berlim e estão entre os setores mais afetados pela crise do coronavírus", defendeu o ecologista eleito, citado pelo diário de Berlim.

"Quero que as pessoas possam dançar e festejar quando os tempos do coronavírus terminarem, para que os nossos clubes possam sobreviver", acrescentou.

Apesar de um amplo abrandamento nas restrições ligadas à pandemia de covid-19 em toda a Alemanha, até ao momento ainda não há data prevista para a reabertura de clubes e discotecas.

A Alemanha decidiu proibir até ao final de outubro grandes ajuntamentos.

O responsável dos Assuntos Culturais de Berlim, Klaus Lederer, abriu as portas no mês passado a novas ajudas para os inúmeros espaços culturais da capital e, depois de em maio ter desbloqueado 30 milhões de euros em apoio de emergência, anunciou agora mais 60 milhões.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 565 mil mortos, incluindo 1.660 em Portugal.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

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