Dezenas de mortos e mais de mil feridos em motins no Cazaquistão

Há 12 polícias e dezenas de manifestantes mortos no seguimento dos protestos que começaram a 2 de janeiro.

Doze elementos das forças de segurança foram mortos e 353 ficaram feridos durante os protestos que abalam o Cazaquistão há vários dias, anunciaram as autoridades locais na televisão pública.

"O corpo de um deles foi encontrado com a cabeça decepada", de acordo com o canal Khabar-24, citado pelas agências TASS, Interfax-Kazakhstan e Ria Novosti.

O canal de notícias estadual Khabar-24 citou o gabinete do comandante da cidade para confirmar que 353 policiais ficaram feridos.

Antes disso, a polícia informou que dezenas de manifestantes foram mortos durante ataques a prédios do governo.

Houve tentativas de invadir edifícios em Almaty durante a noite e "dezenas de agressores foram liquidados", disse o porta-voz da polícia, Saltanat Azirbek.

O Cazaquistão enfrenta os piores protestos de rua a que o país já assistiu desde que se tornou independente, há três décadas.

Uma aliança militar liderada pela Rússia - a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) - enviou hoje um "contingente de manutenção da paz" ao Cazaquistão a pedido das autoridades do país.

O anúncio do envio deste contingente surgiu poucas horas depois de as autoridades terem informado que mais de 1.000 pessoas ficaram feridas nos protestos e motins, 400 delas hospitalizadas, e dezenas de manifestantes foram mortos pelas forças de segurança.

O Presidente do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokayev, apelou na quarta-feira à noite à CSTO para ajudar a pôr fim à agitação em massa, que descreveu como uma "ameaça terrorista".

Os protestos começaram a 2 de janeiro, em resposta ao aumento do preço do gás liquefeito, o principal combustível automóvel utilizado nesta nação da Ásia Central.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de