Dia de eleições em São Tomé e Príncipe começa com alguns atrasos na capital

Apesar dos atrasos, o porta-voz da Comissão Eleitoral Nacional são-tomense afirma que a votação "estará a decorrer normalmente".

A votação para as eleições legislativas, autárquicas e regional de São Tomé e Príncipe iniciou-se este domingo pelas 07h00 locais (mais uma hora em Lisboa), estando a votação a decorrer normalmente, com alguns atrasos na capital, segundo a Comissão Eleitoral.

Cerca das 07h20, o porta-voz da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) são-tomense disse ter indicação que a votação "estará a decorrer normalmente".

No distrito de Água Grande, onde se situa a capital, São Tomé, registavam-se alguns atrasos, comentou.

Era pelo menos o caso da escola Viana da Mota, onde cerca das 07h15 ainda estavam a ser contabilizados boletins de voto, enquanto cerca de uma dúzia de pessoas aguardava a sua vez de votar, no exterior.

A CEN remeteu mais informações para um 'briefing' à imprensa, previsto para as 10:00.

Os cerca de 123 mil eleitores de São Tomé e Príncipe votam hoje nas eleições legislativas, autarquias e regional, com os votantes na diáspora a eleger, pela primeira vez, dois deputados pela Europa e África.

As urnas encerram às 17h00 locais (mais uma hora em Lisboa). Nas duas ilhas que compõem o país, haverá um total de 309 mesas de voto para os 123.301 eleitores.

No total, 11 partidos e movimentos, incluindo uma coligação, concorrem hoje aos 55 lugares da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe.

Pela primeira vez, 14.692 cidadãos residentes em 10 países da Europa e África elegem um deputado por cada círculo. Os restantes 53 deputados são escolhidos pelos seis distritos da ilha de São Tomé e pela região do Príncipe.

Os eleitores são-tomenses têm igualmente de escolher os próximos presidentes das autarquias e o Governo Regional do Príncipe também vai a votos, concorrendo dois movimentos: a União para a Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP), liderado pelo atual presidente, Filipe Nascimento, e a coligação Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP) e MLSTP/PSD, encabeçada por Nestor Umbelina.

As eleições serão acompanhadas por mais de 100 observadores internacionais, nomeadamente da União Europeia, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP) e das embaixadas do Reino Unido e dos Estados Unidos da América.

O orçamento da Comissão Eleitoral Nacional para a realização destas eleições é de cerca de 1,3 milhões de euros, tendo contado com contribuições de vários países, incluindo Portugal, e da União Europeia e Nações Unidas.

No sábado, o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, apelou ao voto e pediu aos são-tomenses que não cedam ao ceticismo e não se "divorciem da democracia".

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