Diretora do FMI pede a países que canalizem todo o dinheiro para a saúde

Kristalina Georgieva agradeceu todo o trabalho que tem sido feito pela OMS.

A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, apelou aos países que canalizem todo o dinheiro para os sistemas de saúde. Convidada pelo diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, para participar no briefing diário, Georgieva começou por agradecer o trabalho que tem sido feito pela OMS e defendeu que a crise provocada pelo novo coronavírus exige que todos caminhem juntos.

"Por favor deem prioridade às despesas de saúde, usem o dinheiro para pagar a médicos e enfermeiros, assegurem-se de que os hospitais funcionam, recorram a clínicas se for necessário e protejam a vossa economia: as pessoas mais vulneráveis e as empresas, para que possam assegurar os trabalhadores", explicou Kristalina Georgieva.

Os chefes da OMS e do FMI insistiram, esta sexta-feira, que salvar vidas é um "pré-requisito" para salvar os meios de subsistência e que a pandemia é "uma das alturas mais sombrias da humanidade".

Tanto Kristalina Georgieva como Tedros Adhanom Ghebreyesus disseram que a Covid-19 precisa de ser controlada primeiro antes de se reativar a economia, apesar de admitirem que é difícil encontrar o equilíbrio certo.

A economia mundial foi atingida pelo vírus e paralisou em muitos setores, uma vez que mais de metade da população do planeta vive em isolamento para retardar a propagação da pandemia.

"Todos os países enfrentam a necessidade de conter a propagação do vírus à custa de paralisar a sociedade e a economia. Salvar vidas ou salvar meios de subsistência? Controlar o vírus é, em qualquer caso, um pré-requisito para salvar meios de subsistência", escreveram Tedros e Georgieva num artigo conjunto no jornal britânico The Daily Telegraph.

O artigo ressalva que 85 países estão à procura do financiamento de emergência do FMI e que a instituição com sede em Washington está a duplicar a sua capacidade de resposta a emergências.

A Covid-19, que apareceu em dezembro na China, matou mais de 53 mil pessoas e infetou mais de um milhão.

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