Dois mortos após bombardeamentos numa zona residencial em Zaporijia

Está em curso uma operação de resgate.

Na Ucrânia, pelo menos duas pessoas morreram na manhã desta quinta-feira na sequência de ataques russos com mísseis numa zona residencial nos arredores de Zaporijia. Segundo o governador regional, há cinco pessoas entre os escombros dos edifícios, estando em curso uma operação de resgate.

As vítimas mortais são duas mulheres. Oito pessoas tiveram que ser hospitalizadas. Muitos outros afetados pelo ataque foram resgatados, incluindo uma menina de três anos, disse a agência de notícias Unian.

Neste primeiro ataque, ao qual já se seguiram novas explosões, o Exército russo disparou sete foguetes contra prédios residenciais e, como resultado do ataque, dois prédios de vários andares foram destruídos.

O bombardeamento afetou um prédio com doze apartamentos onde moravam 59 pessoas.

Numa mensagem no Telegram, Oleksandr Starukh disse que os mísseis causaram "destruição significativa" e pediu "máximo cuidado", uma vez que existe uma probabilidade elevada de os ataques se repetirem".

"Atenção. Mais um ataque de mísseis do inimigo", alertou o chefe da administração militar regional de Zaporijia, Oleksandr Staruj, numa breve mensagem na rede social Twitter, citada pelas agências de notícias ucranianas Ukrinform e Unian.

Também Anatoly Kurtev, secretário do conselho da cidade de Zaporijia, escreveu na rede social Telegram que os "malditos russos não deixam a cidade em paz" ao relatar que "o inimigo atacou novamente infraestruturas", referindo-se ao segundo ataque do dia.

Kurtev também recomendou que a população tenha cuidado e fique "em locais seguros".

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus --, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -- foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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