Dois mortos e 1.200 desalojados por inundações na África do Sul

Nos últimos dias, a província de Gauteng, onde se localizam Joanesburgo e Pretória, foi atingida por fortes chuvadas.

Pelo menos duas pessoas morreram e mais de 1.200 ficaram desalojadas na sequência de inundações provocadas pelas fortes chuvas registadas nos últimos dias na região de Pretória, capital da África do Sul, adiantaram esta quarta-feira fontes oficiais.

"Temos cerca de 1.200 pessoas desalojadas em Tshwane. Estão a ser realojadas", disse Abel Tau, conselheiro da localidade, agradecendo o trabalho das equipas de emergência, segundo declarações citadas pela emissora pública SABC.

Nos últimos dias, a província de Gauteng, onde se localizam Joanesburgo e Pretória, foi atingida por fortes chuvadas, após vários meses de seca, que tinham levado já à aplicação de medidas de emergência para evitar a falta de água.

A seca está a afetar uma grande parte do continente africano, onde as Nações Unidas estimam que haja 40 milhões de pessoas em risco grave de insegurança alimentar. Na África do Sul, a intensidade das chuvas dos últimos dias e a obstrução das zonas de desaguamento provocaram graves inundações, que arrasaram vários bairros periféricos de Pretória.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, planeia visitar esta quarta-feira uma das áreas mais afetadas, o distrito de Mamelodi, onde se estima que a água tenha varrido pelo menos 700 casas desde segunda-feira. O chefe de Estado, que estava em viagem oficial ao Egito, regressou na terça-feira antecipadamente ao país.

Além dos problemas causados pelas chuvas, a África do Sul atravessa uma grave crise elétrica causada pela situação precária da empresa responsável pelo abastecimento, a pública Eskom. A incapacidade da Eskom, que está profundamente endividada e com grandes problemas de infraestruturas, para responder às necessidades de eletricidade impõe apagões rotativos programados que deixam dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade todos os dias.

Este fenómeno tem sido repetido com frequência desde o início do ano, causando prejuízos à economia sul-africana.

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