Extrema-direita de Le Pen e Em Marcha de Macron derrotados nas eleições distritais

Adiada três meses por causa da epidemia da Covid-19 em França, a primeira volta das eleições distritais e provinciais ficam marcadas por uma abstenção histórica. Dois em cada três eleitores não votaram.

Os derrotados da noite foram a extrema-direita de Le Pen e A República Em Marcha de Macron. O mapa da França regressa ao rosa e azul nesta primeira volta das eleições.

Os Republicanos e aliados impuseram-se como primeira força política do país com mais de 28% dos votos, ultrapassaram o partido de extrema-direita União Nacional de Le Pen com 19%. O Partido Socialista (PS) e aliados somaram mais de 15%. O partido do Presidente Emmanuel Macron fica em quinta posição, com pouco mais de 10% dos votos, e surge atrás do partido Europa Ecologia Os Verdes e aliados com 13%.

A direita d"Os republicanos lidera os distritos Ile-de-France, Auvergne-Rhône-Alpes, Normandie e Pays-de-la-Loire, somando mais dois distrito do que há seis anos em 2015 :Hauts-de-France e Grand Est. O PS lidera em três distritos: l'Occitanie, Bourgogne-Franche-Comté e Centre-Val de Loire.</p>

Depois de uma campanha anestesiada pela crise sanitária, o interesse neste escrutínio nunca conseguiu descolar e os desafios foram exacerbados e ultrapassados pela proximidade das eleições presidenciais de Abril 2022.

Embora os resultados da primeira volta destas eleições distritais e provinciais não sejam evidentes por causa do recorde da abstenção, que ultrapassou os 66%, a ausência de eleitores às urnas trouxe vantagens tanto à direita d"Os Republicados como à esquerda dos socialistas.

"A abstenção não vai ditar as eleições presidenciais de 2022", afirma o deputado Em Marcha, Laurent Pietraszevski. "O que é preciso compreender com estes resultados destas eleições é que, certo, existe uma abstenção recorde, mas que não define o combate presidencial que está por vir. Vejam, por exemplo, os resultados ridículos da República Em Marcha. Estes resultados não vão desestabilizar o Presidente da República que se mantém em boas posições nas sondagens de opinião, apesar de estarmos a sair de uma crise sanitária. Macron tem um partido que pesa 10 pontos nestas eleições, mas vai ser candidato e um dos favoritos, no próximo ano.

A líder da União Nacional Marine Le Pen lamentou o que chamou de "desastre cívico"; "enquanto republicana só posso lamentar o desastre cívico que transformou a realidade eleitoral do país e transmite uma imagem enganosa das forças políticas em força", declarou.

Dois potenciais candidatos ao Eliseu da ala direita Xavier Bertrand e Valérie Pécresse conseguiram manter-se à frente nos resultados em Hauts-de-France e Île-de-France.

O partido socialista saiu fragilizado, os verdes querem aproveitar a dinâmica que os guiou à liderança de grandes cidades municipais. A extrema-direita da União Nacional tentou usar um trampolim para as presidenciais e conquistar, pela primeira vez, dois distritos.

Resta saber como é que Emmanuel Macron vai enfrentar esta derrota do partido presidencial A República Em Marcha, criado em 2015, analistas políticos acreditam que a resposta vai ser encontrada numa remodelação governamental.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de