Droga em avião com destino a Portugal foi detetada em manutenção pedida pelo comandante

João Loureiro, advogado e ex-presidente do Boavista, fazia parte da lista de passageiros do voo.

A OMNI, empresa de aviação responsável pelo avião Falcon 900 em que foram descobertos 500 quilos de cocaína com destino a Portugal, diz-se surpreendida com a descoberta das "substâncias eventualmente consideradas entorpecentes", detetadas na sequência de uma manutenção pedida pelo comandante devido a um problema técnico.

Num comunicado a que a TSF teve acesso, a OMNI escreve que "foi detetado um problema técnico durante a aproximação" do avião a Salvador, onde ia "aguardar pela autorização de regresso para Lisboa", e que, por essa razão, foi "prontamente solicitada pelo Comandante" uma intervenção de manutenção.

"Neste sentido, existiu a necessidade de abrir um painel técnico na fuselagem do avião, onde encontraram um volume afixado à estrutura interna do avião", escreve a empresa, que acrescenta que o Comandante pediu, de imediato, "a intervenção da Polícia Federal".

A tripulação do voo "regressou a Portugal há vários dias atrás" e, perante a investigação em curso e em segredo de justiça, a OMNI garante que "nada mais" pode adiantar. A aeronave está apreendida.

Avião não tinha autorização para regressar a Portugal

Por causa da pandemia de Covid-19, e para evitar a entrada da estirpe brasileira do SARS-CoV-2 em Portugal, o Governo proibiu os voos de e para o Brasil a partir das 00h00 de 29 de janeiro. O voo em causa saiu de Lisboa e aterrou no Brasil horas antes, ainda a 28 de janeiro

Contactado pela TSF, o Ministério dos Negócios Estrangeiros reitera que não autorizou o regresso do avião privado a Portugal a 9 de fevereiro, dia em que a droga foi detetada a bordo.

Leia aqui, na íntegra, o comunicado da OMNI.

O advogado e ex-presidente do Boavista João Loureiro estava na lista de passageiros do jato privado que a Polícia Federal do Brasil intercetou com 500 quilos de cocaína em Salvador com destino ao aeródromo de Tires, em Cascais, Portugal, no dia 9 de fevereiro, mas desistiu de fazer a viagem antes desta apreensão, sendo "alheio" à situação, garantiu esta sexta-feira à Lusa.

"Ia regressar a Portugal nesse voo [onde foi apreendida a droga] junto com vários outros passageiros, mas já tinha desistido de o fazer" antes de o assunto ser espoletado, afirmou o jurista, que está a ser ouvido pelas autoridades na tarde desta sexta-feira.

Na semana passada, a Polícia Federal do Brasil apreendeu meia tonelada de cocaína escondida no avião particular que pretendia voar de Salvador para Portugal após o piloto da aeronave ter comunicado problemas nos comandos de voo da aeronave.

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