"É a última oportunidade." Autoridades do Donbass insistem em apelo aos civis para saírem da região

As autoridades ucranianas têm pedido aos habitantes do leste do país que deixem a região o mais rapidamente possível, depois de Moscovo ter anunciado que ia reposicionar forças.

Os próximos dias serão "a última oportunidade" para os civis no leste da Ucrânia deixarem a região, insistiram, esta quinta-feira, as autoridades locais, perante receios crescentes de uma grande ofensiva por parte dos militares russos.

"Os próximos dias podem ser a última oportunidade de partir. Todas as cidades livres da região de Lugansk estão sob fogo inimigo", alertou o seu governador, Sergei Gaidai, numa mensagem na rede social Facebook, indicando que os russos estão "a cortar todas as saídas possíveis".

A situação em Rushyzh e Popasna, duas cidades da região de Lugansk, está a "deteriorar-se", acrescentou.

"As evacuações das cidades são complicadas" e "não há um hospital na área que ainda esteja intacto", prosseguiu o representante.

"Não hesitem em sair já", sublinhou, depois de ter assegurado anteriormente na rede Telegram que as autoridades "não permitirão uma segunda Mariupol", numa referência à cidade portuária, no sul, sitiada e devastada pelo exército russo desde o final de fevereiro.

O presidente da Câmara Municipal de Dnipro, que marca a fronteira entre as regiões orientais do país e as de Lugansk e Donetsk, também avisou que "a situação no Donbass [leste ucraniano] está a tornar-se cada vez mais tensa".

Boris Filatov adiantou que "um grande número de pessoas" está já a chegar a Dnipro, uma cidade industrial de um milhão de habitantes junto ao rio Dnieper, e apelou, em conferência de imprensa, "especialmente às mulheres, às crianças e aos idosos" que ainda estão na região do Donbass para que "saiam, enquanto podem".

As autoridades ucranianas têm pedido há vários dias aos habitantes do leste do país que deixem a região o mais rapidamente possível, depois de Moscovo ter anunciado que ia reposicionar forças para concentrar os seus esforços na "libertação" do Donbass, onde os separatistas pró-russos lutam contra o exército ucraniano desde 2014.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.563 civis, incluindo 130 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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