"É difícil viver em Itália, ainda não decidi o voto"

Maria de Fátima Afonso vive em Roma, é fundadora e presidente da Associação Cultural LusItália e confessa que espera que estas eleições representem uma mudança.

Uma mistura de expectativa e medo pelo futuro é o sentimento de uma portuguesa que vive há 32 anos em Itália e que ainda não decidiu em quem vai votar nas eleições legislativas deste domingo para escolher o sucessor de Mário Draghi.

Maria de Fátima Afonso vive em Roma, é fundadora e presidente da Associação Cultural LusItália e confessa que espera que estas eleições representem uma mudança.

"Há quatro anos que esperamos por estas eleições, Itália é um país muito difícil de governar, há muitos partidos e é difícil estarem de acordo. A expectativa é que mudem muita coisa, falo por Roma e esta cidade piorou muitos nos últimos anos em matéria de segurança, limpeza e a expectativa é de que agora consigam remediar estes problemas".

Maria de Fátima Afonso nasceu no Gerês, distrito de Braga e diz que é cada vez mais difícil viver em Itália. O cenário político é confuso e ainda não decidiu o voto.

"Não querem um acordo e todos querem governar e ter poder. Eu ainda não sei em quem votar, nenhum político deu-me segurança ou vontade de mudar. Nos últimos tempos tem havido muita confusão, ninguém tem maioria, depois fazem pactos de alianças e no fim quem paga é o povo. Nos somos empresários, temos um restaurante e agora podemos dizer que estamos a pagar para a trabalhar. Hoje é muito difícil viver em Itália".

A presidente da LusItália, a única associação cultural portuguesa em Roma, confessa que o crescimento da extrema-direita a preocupa e como emigrante tem algum medo do futuro. "Tenho receio, casei com um Italiano, estou cá há 30 anos e vejo como o meu país a Itália, mas também penso que se calhar terei que regressar a Portugal, porque é mais tranquilo. Está a ficar difícil viver aqui, não temos nada que funcione".

Este domingo, Itália escolhe o novo governo. De acordo com as últimas sondagens, a coligação que integra os Irmãos de Itália, Liga e Força Itália tem quase 20 pontos de vantagem, 46,6%, contra 27,2% dos progressistas.

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