"É impressionante." Português descreve vida em Wuhan, onde apareceu o coronavírus

Luís Estanislau, treinador adjunto do Wuhan, descreve uma cidade fantasma.

O português Luís Estanislau, treinador adjunto do Wuhan, está na cidade onde o vírus teve origem. À TSF, o treinador descreve uma cidade fantasma.

"Esta cidade habituou-nos a muita confusão, muito barulho, muitas pessoas na rua e muito tráfego. Agora é impressionante ver uma cidade de 11 milhões de habitantes passar a estar deserta da noite para o dia", explica Luís Estanislau.

Este português, que está na cidade onde foi detetado o primeiro caso do coronavírus, adianta que fazer uma simples compra é um desafio.

"Hoje de manhã, por exemplo, foi muito difícil para nós comprar comida porque o governo e as autoridades pedem para ficarmos em casa, para não sairmos. Foi uma loucura incrível, uma corrida até aos supermercados para comprar mantimentos para vários dias", conta o treinador.

O treinador adjunto disse que tentou, ainda esta quinta-feira, sair da cidade, mas não conseguiu.

"Quero ser otimista e acreditar que se as pessoas seguirem as normas de segurança, de tentar ficar em casa o máximo de tempo possível, é uma questão de dias para que as coisas possam voltar à normalidade e se resolvam. Tinha um voo marcado para sair do país hoje de manhã e já não consegui ir. O meu voo foi cancelado. Depois a companhia aérea enviou-me uma mensagem a dizer que até dia 29 de março estariam de ligações cortadas", acrescenta Luís Estanislau.

Com este treinador adjunto estão mais três portugueses. A embaixada portuguesa já entrou em contacto com os jogadores na cidade de Wuhan.

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