"É o momento de nos despedirmos dele." Corpo de Eduardo dos Santos velado na casa da família em Luanda

Cerimónias fúnebres vão continuar nos próximos dias.

O corpo de José Eduardo dos Santos já está a ser velado na casa da família em Luanda. No sábado à noite os portões da casa abriram-se para quem quisesse prestar a última homenagem ao antigo Presidente angolano e foram algumas dezenas os que entraram na casa da família. Por volta das 22h os grandes portões brancos abriram-se ao povo.

"José Eduardo dos Santos combateu connosco e é o momento de nos despedirmos dele. Rezámos para que ele fosse enterrado em Angola, foi angolano. Estamos tristes porque foi um pai que nos consolou sempre na vida difícil", recordou à TSF Rebeca Matias, uma das angolanas que se quis despedir de José Eduardo dos Santos.

Rebeca, como quase todos os que por aqui vão passar, nunca pisou o chão desta grande casa amarela de frente para o mar. Primeiro os portões abriram-se para os jornalistas. Detetores de metais, túnel de desinfeção, álcool nas mãos e máscaras na cara.

Ainda havia cravos brancos caídos no chão do jardim e a carrinha funerária estava de saída. Foi tudo rápido. Num telheiro no jardim da casa exibiu-se o caixão coberto pela bandeira de Angola e na presença da família que o trouxe de Espanha, debaixo de muitos holofotes, começou o velório com cerimónia católica.

Ana Paula dos Santos e os filhos receberam depois as condolências de um grupo de pessoas próximas que durante esta cerimónia tinham aguardado no que será um campo de jogos da casa de família, espalhados por filas de cadeiras alinhadas entre dois cestos de basquetebol. Para um europeu será uma estranha invasão de intimidade, mas em África os mortos celebram-se de porta aberta.

As cerimónias fúnebres vão continuar nos próximos dias. O ministro da Administração do Território angolano, Marcy Lopes, não quis confirmar a data do funeral e afirmou apenas que o processo vai ser tratado com cuidado e atenção.

"Os próximos dias serão reservados para o tratamento de questões administrativas e protocolares inerentes a um processo como este, que tem de ser tratado com todo o cuidado e atenção até ao dia das exéquias fúnebres, que iremos comunicar nos próximos dias, atempadamente", sublinhou Marcy Lopes.

Antes, o governo de Angola tinha confirmado a informação avançada pela TSF de que o funeral será no dia 28 de agosto, daqui a oito dias, mas depois o ministro Marcy Lopes não se comprometeu com qualquer data.

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