Susto em Paris. É um ataque? É uma explosão? Não, era só mesmo um avião

Barulho ouvido esta manhã na capital francesa sobressaltou os parisienses.

O som ecoou por toda a cidade, uma onda de susto que fez estremecer mais do que as janelas dos edifícios. Um barulho estrondoso, semelhante ao de uma explosão, gerou o pânico. Aconteceu esta manhã na cidade de Paris, a capital francesa.

As linhas de emergência ficaram rapidamente impedidas devido ao número elevado de chamadas telefónicas. As redes sociais foram invadidas pela população de Paris, que tentava, a todo o custo, perceber o que se estava a passar. Seria a explosão de uma bomba? Um novo ataque terrorista?

O barulho veio até interromper o torneio de ténis Roland Garros, com os tenistas Stan Wawrinka e Dominik Koepfer a pararem momentaneamente a partida, quando o som se escutou pelo campo.

A explicação haveria de chegar momentos depois, pela voz da polícia de Paris. As autoridades recorreram à rede social Twitter para explicar que não havia motivo para alarme. O ruidoso barulho tratara-se, afinal, de um avião militar, que tinha atravessado a barreira de som.

"Um barulho muito alto foi ouvido em Paris e na região de Paris. Não foi uma explosão, foi um avião de combate a atravessar a barreira de som", esclareceu a polícia, na sua página de Twitter.

Em aerodinâmica, a barreira do som é a aparente barreira física que dificulta grandes objetos de atingirem velocidades supersónicas. Diz-se que um avião atravessou a barreira do som quando ultrapassa este obstáculo e, consequentemente, a velocidade do som.

Explicações dadas, a cidade de Paris pode respirar de alívio, desta vez. Mas os receios e o pânico sentidos de imediato perante uma eventual ameaça terrorista são mais do que fundamentados. Recorde-se que, apenas há dias, a cidade lidou com mais um ataque terrorista junto às imediações da antiga sede do jornal satírico Charlie Hebdo. Na última sexta-feira, duas pessoas ficaram feridas no ataque à faca - que ocorreu mais de cinco anos depois do primeiro ataque ao Charlie Hebdo, onde morreram vários funcionários do jornal e uma agente da polícia, um incidente que viria a gerar uma onda de violência e terrorismo em França.

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