Eleições distritais e provinciais: a prova de fogo para Emmanuel Macron

Os candidatos precisam de atingir pelo menos 10% de votos para passar à segunda volta, marcada para 27 de junho, ou 5% de votos para poder criar coligações entre partidos.

Este domingo, 48 milhões de eleitores franceses são chamados às urnas para duas eleições simultâneas: distritais e provinciais. Um escrutínio que põe à prova os partidos políticos a dez meses das eleições presidenciais.

Inicialmente previstas para março as eleições distritais e provinciais foram adiadas por causa da pandemia da Covid-19. O contexto sanitário condicionou a campanha eleitoral e reduziu comícios. Os resultados estão à vista e ao meio-dia apenas 12,22% dos eleitores votaram.

"Votei por procuração porque não tenho morada fiscal aqui. Posso dizer que não conheço ninguém à minha volta que tenha votado", explica Camille. "O meu marido foi operado na quinta-feira, ainda está no hospital e foi ele que me lembrou de vir votar", conta outra eleitora parisiense.

Os candidatos precisam de atingir pelo menos 10% de votos para passar à segunda volta, marcada para 27 de junho, ou 5% de votos para poder criar coligações entre partidos.

"As eleições distritais e provinciais nunca foram eleições com muita participação", lembra Julien dos Santos, delegado de candidatura em Gonesse, na região parisiense. "Este ano a Covid-19, estar um dia de sol e a necessidade que as pessoas têm de se voltarem a juntar faz com que não votem", acrescenta o franco-português.

"Está certo que não vou votar porque quero aproveitar as minhas férias", explica Fabrice, eleitor parisiense. Para muitos eleitores "é difícil perceber as reais funções de um conselheiro distrital", lembra Julien dos Santos.

Os candidatos d"A República Em Marcha de Emmanuel Macron caíram nas sondagens do instituto Ifop e o partido de extrema-direita União Nacional pode conquistar este domingo, pela primeira vez, uma ou duas regiões. Uma perspectiva que Marine Le Pen encara como um passo em frente no caminho para o Eliseu, a faltarem dez meses para as eleições presidenciais de 2022.

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