Em ano de retoma económica, preço do barril de brent sobe para 60 dólares

O presidente da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, António Comprido explica os fatores que causam este aumento de preço.

Pela primeira vez em mais de um ano, o preço do barril de petróleo brent atingiu esta manhã, em Londres, os 60 dólares.

Na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), além deste ano ser encarado como um ano de retoma económica, há outras duas razões que podem explicar a subida do barril de petróleo brent que serve de referência para Portugal.

António Comprido explica que "quando o preço do barril desce, há muitas instalações que deixam de ser rentáveis e deixam de produzir, e, como são estruturas minimamente flexíveis, param com a produção, portanto, há logo aí uma diminuição de produção que tende obviamente a corrigir o eventual excesso de oferta e equilibrar mais os preços".

Outro dos fatores para a subida de preço do barril de petróleo prende-se com "a força da OPEC, agora chamada OPEC +1 com a Rússia, que é um grande produtor de petróleo para controlar a produção, fazendo cortes no sentido de evitar o excesso de oferta no mercado", sustenta o presidente da APETRO, esclarecendo que "esse é outro aspeto importante que cria expectativas de que não vai haver excesso e consequentemente haverá uma tendência para os preços normalizarem".

António Comprido realça, no entanto, que estes são mercados muito sensíveis a tudo o que possa acontecer. Nas últimas semanas, os preços de combustíveis subiram mas António Comprido diz que ainda são menores do que eram há um ano, apesar de, desde janeiro, haver mais dois impostos referentes à taxa de carbono e à incorporação dos biocombustíveis.

O presidente da APETRO refere que os preços "acompanham muito perto o valor das cotações internacionais e, portanto, se continuar a haver subidas de cotações, continuará a haver subidas de preços".

António Comprido lembra que "já não vamos é assistir àquelas situações extremas que assistimos no passado, de atingir valores muito altos, mas diria que, provavelmente, esta banda dos 50 a 60 dólares por barril é um valor entre os quais vão oscilar as cotações nos próximos tempos".

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