Em direção a Norte. Previsões mostram que poeiras do Saara devem atingir toda a Europa "nos próximos dias"

O serviço de monitorização atmosférica Copernicus mostra Portugal, Espanha e França com uma qualidade de ar degradada. Os valores mais elevados de poeira na Europa Ocidental verificam-se entre 15 e 17 de março.

As previsões de aerossol do serviço de monitorização atmosférica Copernicus mostram grandes quantidades de poeiras do Saara a deslocarem-se em direção a Norte, devendo atingir toda a Europa "nos próximos dias". Estas previsões indicam ainda que a qualidade do ar em grandes partes de Espanha, Portugal e França está degradada.

O serviço de monitorização atmosférica vai continuar a monitorizar o transporte de poeira do Saara, seguindo as previsões recentes que apresentam valores mais elevados na Europa Ocidental entre 15 e 17 de março de 2022.

Desde 11 de março, as previsões do serviço de monitorização atmosférica Copernicus apontam uma "grande nuvem de poeira com valores muito elevados de profundidade ótica de aerossol (AOD) e concentrações de poeira a deslocar-se para Norte através da Península Ibérica, França e regiões centrais da Europa, entre 15 e 17 de março".

"A trajetória desta nuvem de poeira resultou em concentrações muito elevadas de partículas grossas (PM10), até 250 microgramas por metro cúbico. Embora as medições da Agência Europeia do Ambiente tenham vindo a mostrar valores superiores a este em muitos locais em toda a Espanha no dia 15 de março, isto é superior ao limiar médio recomendado pela UE de 50 microgramas por centímetro cúbico", explica o serviço de monitorização atmosférica Copernicus em comunicado.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê também que as poeiras oriundas do norte de África se mantenham no território da Península Ibérica até à próxima quinta-feira, dia 17. Além de causarem alterações na cor do céu, estas poeiras podem ter "implicações na qualidade do ar e possíveis impactos na saúde", alerta.

Enquanto se mantiverem no ar as poeiras vindas do norte de África, a Direção-Geral de Saúde recomenda às pessoas mais suscetíveis à fraca qualidade do ar que fiquem dentro dos edifícios e, se possível, de janelas fechadas.

A autoridade de saúde pública apela a quem puder que evite respirar ao ar livre, mas se tiver de ser, pelo menos que evite esforços ou exercícios físicos.

Também a Sociedade Portuguesa de Pneumologia aconselha os doentes asmáticos a minimizarem a exposição ao ar livre, cumprir a medicação e, em caso de terapêutica de SOS, reforçar a utilização.

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