Em tempos de Covid-19, os "chapas" de Moçambique já andam com menos gente

O primeiro caso de coronavírus no país foi anunciado este domingo. Agora, há cuidados redobrados.

Em Moçambique, a população já começou a ter mais cautelas na rua e a cumprir algum isolamento social, explica à TSF João Paulo Vieira, um cidadão português residente em Moçambique.

Este domingo, depois de ter sido revelado o primeiro caso de Covid-19 no país, "em vez de gerar-se pânico, notou-se uma atitude de grande civismo", revela.

"Hoje, Maputo amanheceu com as pessoas a fazerem um maior distanciamento social", como se nota, conta, nos transportes públicos que estão a ser higienizados.

Os"chapas" - transporte de passageiros em veículos de caixa aberta -, que habitualmente levam cerca de 20 pessoas, já não transportam mais de sete ou oito e veem-se também muitas pessoas de máscara.

As escolas, explica este professor e coordenador pedagógico da escola portuguesa em Maputo, estão fechadas desde a última sexta-feira.

Quanto aos serviços de saúde, Maputo tem já dois centros de recolhimento e "há equipas de médicos e enfermeiros preparadas para receber as pessoas. Agora, se são suficientes..."

A dúvida tem uma razão: "Se em Itália os serviços de saúde não são suficientes, se houver uma escalada do vírus, previsivelmente também não o serão em África." No entanto, o português afirma ser "reconfortante" saber que os serviços estão a postos para combater a doença.

A residir há oito anos em Moçambique, Joáo Paulo Vieira considera o povo do país muito resiliente e habituado a viver com pandemias. "É um povo que vive todos os anos com a malária, um fenómeno que provoca mais mortes do que a Covid-19. Só no ano passado, em África, a malária causou 380 mil mortes", conclui.

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