EMA recomenda aprovação das vacinas da Pfizer e Moderna adaptadas à Ómicron

Recomendação pretende que se possa proporcionar uma maior proteção contra a Covid-19.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou, esta quinta-feira, a aprovação das vacinas da Pfizer e da Moderna adaptadas à variante Ómicron da Covid-19. O objetivo é que se possa proporcionar uma maior proteção contra o vírus.

"Destinam-se a ser utilizadas em pessoas com idade igual ou superior a 12 anos que tenham recebido pelo menos a vacinação primária contra a Covid-19. Estas vacinas são versões adaptadas das vacinas originais Comirnaty (Pfizer/BioNTech) e Spikevax (Moderna) para visar a subvariante Omicron BA.1 para além da estirpe original da SARS-CoV-2. As vacinas são adaptadas (ou seja, atualizadas) para melhor corresponderem às variantes circulantes da SRA-CoV-2", pode ler-se no comunicado da EMA.

A comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, afirmou que, após esta avaliação, vão "proceder a uma autorização acelerada destas vacinas" para assegurar que possam ser rapidamente implantadas em toda a UE.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu na quarta-feira que é expectável um aumento de hospitalizações e mortes por Covid-19 depois do verão, quando o tempo ficar mais frio.

"Com o tempo mais frio a aproximar-se no hemisfério norte é razoável esperar um aumento nas hospitalizações e mortes nos próximos meses", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em videoconferência de imprensa.

A Covid-19 é uma doença respiratória pandémica causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado em finais de 2019 na China e que assumiu várias variantes e subvariantes.

Em Portugal, a campanha de vacinação outono-inverno contra a Covid-19 e a gripe deste ano tem início na segunda-feira.

A campanha, que se estenderá até dezembro, abrange idosos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e unidades de cuidados continuados.

Em junho, durante a apresentação da campanha de vacinação, a ministra da Saúde cessante, Marta Temido, frisou que "os vírus respiratórios e as temperaturas mais baixas tendem a agudizar as patologias dos mais vulneráveis".

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