Embaixador de Madrid diz que "está tudo bem" com os portugueses retidos numa gruta

As equipas de socorro que tentam resgatar os quatro portugueses retidos numa gruta no norte de Espanha aguardam pela descida do nível da água, para entrarem na gruta.

O embaixador de Portugal em Madrid afirmou que, "aparentemente", os quatro portugueses retidos numa gruta no norte de Espanha "estão bem", depois de falar com as autoridades de proteção civil da Cantábria que os estão a tentar resgatar.

"Estamos em contacto com as autoridades de proteção civil e aparentemente estão bem", disse Francisco Ribeiro de Menezes à agência Lusa, acrescentando que "se for necessário" o cônsul de Portugal em Bilbau irá até ao local, o que ainda não está previsto.

Segundo informação dada pelas autoridades de proteção civil, as condições meteorológicas desta segunda-feira dão conta de uma acalmia no estado do tempo, mas na terça-feira pode ser mais instável.

As equipas de socorro que tentam resgatar os quatro portugueses retidos numa gruta no norte de Espanha aguardam pela descida do nível da água, para entrarem na gruta, disse esta manhã à Lusa uma fonte da Fundação de Espeleosocorro Cántabro.

"Estamos à espera que baixem os níveis da água, para depois subirmos ao encontro dos quatro portugueses que, em princípio, estão bem e à nossa espera", disse à agência Lusa Martín González Hierro, da Fundação Espeleosocorro Cántabro (ESOCAN), envolvida no resgate.

González Hierro explicou que a equipa de auxílio está no local, na gruta de Cueto-Coventosa, na Cantábria, desde as 20:00 (19:00 em Lisboa) de domingo.

Os portugueses pertencem ao Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto.

"O nível da água no interior da gruta subiu muito e isso não estava previsto pela equipa que desceu no sábado", disse Vítor Gandra, coordenador da secção de espeleologia do Clube de Montanhismo Alto Relevo, que ainda hoje vai para Espanha.

A equipa portuguesa de espeleologia, que tinha programado a viagem à gruta para entre sexta-feira e hoje, é formada por sete elementos, três da equipa de apoio que ficou no exterior da gruta e quatro que estão retidos.

A operação de socorro integra a equipa da ESOCAN, além de técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.

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