Embaixador israelita não pede desculpa por o país defender os cidadãos

Um dia depois da entrada em vigor de um cessar-fogo a TSF falou com Raphael Gamzou que está moderadamente otimista e reafirma que o país vai sempre proteger os cidadãos, sejam judeus ou palestinianos.

O embaixador de Israel em Portugal diz que existe sempre a esperança de que umas tréguas sejam duradouras mas infelizmente a história tem mostrado que nem sempre é assim. Esta não foi a primeira vez que as forças israelitas entraram em confronto com o Hamas e com a Jihad islâmica e por vezes as hostilidades regressaram rapidamente.

Raphael Gamsou admite por isso que gostava de estar mais otimista mas as organizações terroristas, como define os dois grupos, têm um alvo claro que é a destruição do estado de Israel e a morte dos judeus.

O diplomata lembra que as cidades e aldeias israelitas junto à fronteira são frequentemente alvo de ataques com rockets, "isto já se tornou uma espécie de rotina terrível. É de tal forma rotineiro que a comunicação social do mundo já nem fala disso."

Durante os 11 dias de conflito cerca de 4 mil rockets e mísseis foram atirados contra território israelita e o embaixador acredita que "se não existisse a cúpula de ferro (sistema anti aéreo) pode imaginar-se que teríamos centenas ou mesmo milhares de cidadãos israelitas mortos. Mesmo com esta situação somos acusados por alguma comunicação social de termos reagido de forma desproporcionada. Eu gostava de lhes dizer que não vou pedir desculpa por estarmos a investir muito em recursos e no desenvolvimento de formas para proteger os nossos cidadãos, sejam judeus ou palestinianos."

Raphael Gamzou admite que a resposta desta vez foi mais violenta porque no país há alguma amargura quando o governo não reage e porque era preciso reduzir a capacidade militar do Hamas e da Jihad islâmica. O objetivo foi alcançado com a destruição de algumas fábricas de material de guerra e dos tuneis onde os combatentes palestinianos se costumam esconder.

O embaixador lembra que o Hamas domina a faixa de Gaza desde 2007 e tem gasto fortunas em armamento. Alguns milhões, diz, foram doados por países como o Irão ou o Koweit., mas muitos foram desviados da ajuda humanitária enviada pela comunidade internacional. Raphael Gamzou lamenta que o dinheiro não tenha sido usado para melhorar a vida dos palestinanos. Gaza mantém-se como uma das zonas mais pobres do mundo.

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