Emmanuel Macron, a tentação de uma demissão e reeleição 

O diário Le Figaro garante que o Presidente francês ponderou demitir-se e antecipar eleições presidenciais. Esta afirmação terá sido feita durante uma videoconferência com um "círculo de doadores", em Londres

O jornal conservador anunciou esta semana que Emmanuel Macron pondera demitir-se das suas funções. O mandato atribulado do Presidente francês tem sido alvo de muitas críticas desde o início da crise sanitária, pelo que a questão que o persegue é a de recuperar o poder político.

Em cima da mesa estão várias possibilidades: a mudança de primeiro-ministro, dissolver a Assembleia Nacional, recorrer a um referendo ou a renúncia ao mandato presidencial.

A demissão não foi completamente excluída pelo Presidente da República que considerou essa hipótese diante do "primeiro círculo de doadores de Londres".

De acordo com um dos participantes do evento citados pelo conservador Le Figaro, o chefe de Estado admitiu renunciar do mandato e convocar "nas semanas ou meses seguintes" uma eleição presidencial antecipada. "Estou certo de vencer, porque não tenho nenhum adversário", teria assegurado, Emmanuel Macron, avança o diário.

Esta quinta-feira, dia 11 de junho, o Palácio do Eliseu informou que "o Presidente da República nunca mencionou a possibilidade de uma demissão" e "nunca participou a uma videoconferência com doadores".

A França confrontou-se a duas eleições presidenciais antecipadas, desde 1958: em 1974 no seguimento da morte de Georges Pompidou e em 1969, após a renúncia do General de Gaulle. Até hoje, nenhum presidente francês em exercício renunciou para se candidatar a uma reeleição.

Emmanuel Macron dirige-se aos franceses este domingo, dia 14 de junho, pelas 20h, dois meses passados da sua última alocução em plena crise sanitária, que já vitimou mortalmente 29 346 pessoas em França.

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