Emmanuel Macron dirige-se a um país profundamente dividido

Macron enviou uma mensagem aos abstencionistas, dizendo querer unir o país, e prometeu mudanças.

"Não sou um candidato de um só campo, mas o presidente de todas e todos", afirmou Emmanuel Macron. No Champ de Mars, junto à Torre Eiffel, o Presidente francês festejou uma vitória modesta perante cerca de 2 mil militantes reunidos, apesar de a reeleição ficar abaixo dos números de 2007.

Os militantes d"A República em Marcha dançaram junto à torre Eiffel, enquanto esperavam o Presidente, mas, quando Emmanuel Macron chegou, o ambiente mudou. O hino europeu acompanhou-o até à multidão para um discurso curto e sóbrio.

"Porque o voto de hoje impõe-nos considerar todas as dificuldades e responder, com eficácia, à indignação que exprimiram hoje", afirmou.

Uma vitória modesta frente a uma extrema-direita cada vez mais forte, que ele não conseguiu conter e viu ganhar força. O Presidente francês dirigiu-se aos eleitores que votaram para travar a ascensão de Marine Le Pen: "Quero aqui agradecer e dizer-lhes que tenho consciência de que esse voto me irá responsabilizar nos próximos anos. Depositaram em mim um sentido de missão".

Emmanuel Macron enviou uma mensagem aos abstencionistas dizendo querer unir o país, e, uma vez mais, prometeu mudanças.

"Esta nova era não vai ser a continuação do quinquénio que terminou, mas sim a invenção coletiva de um novo método para que os próximos cinco anos sejam melhores ao serviço do nosso país e dos nossos jovens", concluiu.

O mais difícil começa agora para o Presidente francês: unir uma um país profundamente dividido. Emmanuel Macron atingiu 56,10% dos votos, contra 43,90% de Marine Le Pen.

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