Encontrada em Inglaterra parte desconhecida de muralha da época do império romano

Um pedaço da Muralha de Adriano foi descoberto debaixo de uma estrada de Newcastle, enquanto decorriam trabalhos numa conduta de água.

Uma parte anteriormente desconhecida da Muralha de Adriano foi encontrada durante trabalhos numa conduta de água, na cidade de Newcastle, no nordeste de Inglaterra.

De acordo com um comunicado da empresa de serviços públicos Northumbrian Water, citado pela CNN, o muro de 1900 anos foi descoberto debaixo de uma estrada movimentada fora do centro da cidade.

Segundo a empresa, a parte recém-descoberta da parede tem aproximadamente três metros de comprimento. É constituída por grandes blocos de pedra, o que indica que foi construído no início do projeto, já que as partes que datam de fases posteriores contêm pedras menores.

"Apesar da rota da Muralha de Adriano estar bastante bem documentada nesta área da cidade, é sempre emocionante quando encontramos os restos da Muralha e temos a oportunidade de saber mais sobre este local de importância internacional", disse Philippa Hunter, dos Serviços de Investigação Arqueológica.

Em parceria com os Serviços de Investigação Arqueológica, Northumbrian Water trabalhou para garantir que a descoberta fosse devidamente protegida. A empresa adiantou que iria encaminhar a conduta de água de forma a deixar um tampão à volta da muralha.

"Esta é uma parte incrivelmente especial do património do Nordeste e temos a honra de fazer parte dela", afirmou Graeme Ridley, gestor de projeto da Northumbrian Water.

A Muralha de Adriano é uma barreira de pedra de 117 quilómetros que se estende pelo norte de Inglaterra, construída para marcar a fronteira norte do império romano. Foi concluída em 128 d.C., durante o reinado do imperador Adriano.

Em fevereiro de 2019, os arqueólogos disseram estar a elaborar um registo 3D de grafite explícito esculpido por soldados romanos que reparavam a Muralha de Adriano no século III, a fim de os preservar antes de desaparecerem com a erosão.

Em 207 d.C., o exército efetuou reparações em Gelt Woods, na Cúmbria, onde gravaram palavras e desenhos, incluindo um símbolo fálico, numa pedreira de arenito.

A aproximadamente nove metros da face da pedreira, os arqueólogos registaram os graffiti utilizando uma técnica de imagem 3D conhecida como estrutura de fotogrametria de movimento.

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