Escalada de violência em Myanmar. Pelo menos 150 mil crianças Rohingya forçadas a sair de casa

Um ano depois da tomada do poder pelos militares em Myanmar, as perseguições e a violência sobre a minoria Rohingya agravaram-se. A organização Save The Children indica que, no ano passado, 150 mil crianças foram obrigadas a sair de casa, apelando à ONU para que encontre formas de as proteger.

Passou um ano desde que os militares de Myanmar assumiram o poder num golpe caracterizado por violência contra milhares de civis, incluindo crianças da minoria Rohingya. Desde então, a violência tem vindo a intensificar-se. A organização Save The Children aponta que, pelo menos, 150 mil crianças foram obrigadas a deixar as suas casas.

Milhares de pessoas de etnia Rohingya enfrentam uma perseguição sistemática e vivem sob ameaça de genocídio em Myanmar. Nas últimas duas semanas, há relatos de crianças que foram mortas em vários bombardeamentos e incursões militares.

Os dados avançados pela organização Save The Children dão ainda conta de que, no ano passado, pelo menos, 150 mil crianças foram obrigadas a deixar as suas casas. Ao mesmo tempo, mais de quatro mil pessoas fugiram das casas onde viviam desde que os militares assumiram o poder no país.

As Nações Unidas indicam que, no mês passado, estes números aumentaram 27 por cento. Do número total de pessoas deslocadas em Myanmar, estima-se que 37 por cento sejam crianças, sendo que muitas delas estão agora a viver em abrigos improvisados na selva e dependem da ajuda da organização Save The Children e de outras instituições de caridade locais para sobreviver.

A organização apela agora à ONU para que encontre formas de proteger as crianças que têm sido vítimas da violência e dos constantes ataques feitos por militares em Myanmar.

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