Escolas transformadas em abrigos. Moçambique em alerta vermelho à espera da tempestade Chalane

A população moçambicana está assustada e a armazenar mantimentos para os próximos dias. Espera-se que os efeitos da tempestade se sintam já esta tarde.

O Norte de Moçambique está em alerta vermelho devido à chegada da tempestade Chalane. De acordo com as últimas informações meteorológicas, a tempestade já está no canal de Moçambique e segue a 110 km/hora.

Suicídio Jorge é coordenador da Food for the Hungry no Dondo e Nhamatanda, mas encontra-se na Beira, onde se prevê que a tempestade chegue esta tarde. Em declarações à TSF, relata os receios sentidos pela população, que ainda sofre o trauma do ciclone Idai, que devastou o país em março de 2019 - fez mais de 600 mortos e atingiu 1,8 milhões de pessoas. Além do Idai, pouco tempo depois, em abril, Moçambique foi afetado também pelo ciclone Kenneth, que matou 45 pessoas e afetou outras 250 mil.

"Ainda não passaram dois anos desde o Idai e já vem mais um ciclone. Não sabemos se vamos resistir a mais uma tempestade ou não, essa é a preocupação", explica Suicídio Jorge.

"Neste momento, as pessoas estão em alerta, a atentar condicionar os bens para os próximos dias. As proporções podem ser quase iguais às do [ciclone] Idai, então muita gente está assustada", conta. "Saí um pouco, esta manhã, para a cidade e o movimento não é intenso, como é característico."

Suicídio refere que foi emitido o "alerta vermelho" e que na cidade da Beira "já foram identificados alguns locais onde as pessoas devem estar abrigadas nas próximas horas", uma vez que se prevê que, no período da tarde, já se comece a sentir "alguns efeitos [da passagem da tempestade Chalane]". "São algumas escolas que vão estar abertas para albergar as populações", adianta.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) em Sofala prevê que, no pior cenário, a tempestade tropical afete cerca de 71 070 pessoas, das quais 23 230 na cidade da Beira.

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