Espaços de entretenimento em Macau reabrem quarta-feira

O chefe do Executivo lembrou, contudo, que, apesar de não ter sido registado um novo caso durante 13 dias consecutivos, "os trabalhos de prevenção não devem baixar a guarda".

Espaços culturais, desportivos e de diversão em Macau, encerrados na sequência da identificação de quatro casos de covid-19, podem reabrir a partir das 00h00 de quarta-feira (17h00 de terça-feira em Lisboa), foi esta segunda-feira anunciado.

Em despacho publicado no Boletim Oficial, o chefe do Executivo, Ho Iat Seng, decretou "o levantamento (...) da medida especial de encerramento de alguns recintos de entretenimento", tendo em conta "o abrandamento da situação epidémica da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus, e para recuperar, gradualmente, a normalidade da sociedade em termos de produtividade e ordem social".

Esta decisão vem pôr fim ao encerramento, desde as 00h00 de 5 de agosto (17h00 de 4 de agosto em Lisboa), de "cinemas, teatros, parques de diversão em recintos fechados, salas de máquinas de diversão e jogos em vídeo, cibercafés, salas de jogos de bilhar e de bowling, estabelecimentos de saunas e de massagens, salões de beleza, ginásios de musculação, estabelecimentos de health club e karaoke, bares, night-clubs, discotecas, salas de dança e cabaret".

No mesmo despacho, Ho Iat Seng lembrou que, apesar de não ter sido registado um novo caso durante 13 dias consecutivos, "os trabalhos de prevenção não devem baixar a guarda" e antes de serem retomadas as atividades habituais, os locais de entretenimento "devem, em primeiro lugar, proceder" a limpezas e desinfeção das instalações e observar "com rigor" as medidas de prevenção epidémica, "designadamente a verificação do código de saúde" digital.

Em 3 de agosto, a identificação de quatro casos da variante delta do novo coronavírus levou o Governo a alertar que o território estava "em risco de sofrer um surto" comunitário, desencadeando uma série de restrições em Macau, com o encerramento de espaços públicos e a suspensão ou cancelamento de atividades que levassem à aglomeração de pessoas, além de a realização de uma operação de testagem maciça da população.

Com mais de 710 mil testes negativos, as autoridades descartaram a realização de um segundo teste à população, a menos que sejam detetadas infeções entre as pessoas em quarentena.

A campanha de vacinação, voluntária e com a possibilidade de escolha entre duas vacinas, a Sinopharm e a BioNTech/Pfizer, arrancou em fevereiro.

Até agora, apenas 251.903 pessoas receberam as duas doses que completam o processo de vacinação contra a covid-19, de acordo com os últimos dados disponibilizados 'online' pelos serviços de saúde.

Com mais de 680 mil habitantes, Macau registou, desde o início da pandemia, 63 casos, dos quais 58 importados e cinco relacionados com casos importados.

A covid-19 provocou pelo menos 4.353.003 mortes em todo o mundo, entre mais de 206,7 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.562 pessoas e foram registados 1.003.335 casos de infeção, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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