Espanha a caminho de eleições antecipadas

Rei de Espanha não propôs nenhum candidato para tentar formar Governo.

O Rei de Espanha esteve a consultar, desde segunda-feira, os partidos com assento parlamentar para tentar desbloquear o atual impasse político e evitar a marcação de eleições antecipadas para 10 de novembro. No entanto, depois de ter recebido os 15 líderes partidários por ordem de representação parlamentar, Felipe VI encontrou-se com Meritxell Batet, presidente do parlamento, no Palácio da Zarzuela, em Madrid, e não propôs nenhum candidato para tentar formar Governo. O país caminha para a possibilidade de ter de realizar eleições antecipadas.

"Sua majestade o Rei, depois de receber os representantes designados pelos grupos políticos com representação parlamentar, constatou que não existe um candidato que conte com os apoios necessários para que o Congressos dos Deputados deposite a sua confiança", pode ler-se no comunicado divulgado pela casa real espanhola.

Alberto Garzón, líder da Esquerda Unida, já reagiu no Twitter à decisão do Rei e lamentou que Espanha caminhe para novas eleições.

"Novas eleições. Incapacidade de chegar a acordos. Táticas eleitorais. Não é difícil, muito menos agora, lembrarmo-nos de Estanislao Figueras [primeiro presidente da Primeira República Espanhola]", escreveu Alberto Garzón na rede social.

Já o dirigente do Unidas Podemos, Pablo Iglesias, escreveu que Pedro Sánchez está a cometer um erro histórico.

"Pedro Sánchez comete um erro histórico de enormes dimensões forçando novas eleições por uma obsessão em agarrar um poder absoluto que os espanhóis não lhe deram. Precisamos de um Presidente que perceba de pluripartidarismo. Espanha não mudou e não vai mudar. Pedro Sánchez tinha um mandato para formar Governo. Não quis. A arrogância e o desprezo pelas regras básicas de uma democracia parlamentar impuseram-se à sabedoria. Continuaremos a trabalhar para fazer com que a política funcione e defenda os direitos das pessoas", pode ler-se no Twitter de Pablo Iglesias.

Pablo Casado, líder do PP, o principal partido da oposição, também criticou o atual chefe do Governo em funções, Pedro Sánchez, depois de se reunir com o monarca.

"Não tentou um acordo com nenhuma formação política. Acho que já não é o momento de tentar o que não se fez nos últimos cinco meses. A nossa posição não mudou e disse a sua majestade o mesmo que disse aos espanhóis. Pedro Sánchez e o PSOE merecem todo o nosso respeito, mas não a nossa confiança", explicou Pablo Casado, citado pelo El País.

Pedro Sanchéz vai aparecer esta noite no Palácio da Moncloa para prestar declarações. Se a situação não se desbloquear nos próximos dias, o Rei de Espanha está constitucionalmente obrigado a dissolver o parlamento e a marcar eleições depois de segunda-feira, 23 de setembro, daqui a menos de uma semana.

Notícia atualizada às 19h49

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