Espanha, França, Itália e Alemanha vão retomar vacinação com AstraZeneca

A decisão surge depois de a Agência Europeia do Medicamento ter assegurado que este fármaco é "seguro e eficaz", não estando associada aos casos de coágulos sanguíneos detetados, que levaram à suspensão do seu uso.

Espanha, França, Itália e Alemanha decidiram esta quinta-feira retomar a administração da vacina AstraZeneca, depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter assegurado que este medicamento contra a Covid-19 "é seguro e eficaz".

Espanha decidiu retomar a partir da próxima semana a vacinação com este fármaco. "Reiniciamos a vacinação da AstraZeneca na próxima quarta-feira", anunciou a ministra da Saúde espanhola, Carolina Darias. A decisão foi tomada por unanimidade numa reunião extraordinária, esta tarde, da ministra da Saúde com os responsáveis regionais pelo setor da saúde.

Em França, a retoma acontece a partir desta sexta-feira. O primeiro-ministro francês, Jean Castex, vai vacinar-se sexta-feira com a vacina AstraZeneca para demonstrar que o fármaco é de confiança após a segunda luz verde das autoridades sanitárias europeias.

O anúncio da vacinação do primeiro-ministro foi confirmado ao jornal Le Figaro e deve acontecer perante as câmaras de televisão, para reforçar a confiança dos franceses nesta vacina após alguns dias de dúvida devido aos casos de trombose em diferentes países europeus.

Também a Itália vai retomar, a partir de sexta-feira, o seu programa de vacinação contra a pandemia de Covid-19 com a vacina da AstraZeneca. "O governo italiano acolhe com satisfação as declarações da EMA. A administração da vacina AstraZeneca será retomada amanhã [sexta-feira]", disse Draghi, num comunicado.

O mesmo vai acontecer na Alemanha que, de acordo com o ministro da Saúde, Jens Spahn, volta a administrar a vacina da AstraZeneca também esta sexta-feira.

"O nosso objetivo, e é o objetivo comum do Governo e dos 16 Länder [estados federados], consiste em retomar no dia de sexta-feira as vacinações com AstraZeneca", declarou aos 'media' Jens Spahn, e com o objetivo de restabelecer a "confiança" nesta vacina, cuja utilização foi suspensa neste país na segunda-feira.

O ministro prometeu uma "vacinação esclarecedora": as pessoas que desejem receber a vacina deverão ser previamente informadas "de forma transparente" de eventuais efeitos secundários ou indesejáveis, incluindo tromboses.

Em Portugal, as autoridades de saúde também decidiram esta quinta-feira retomar a administração de vacinas da AstraZeneca contra a Covid-19. O vice-almirante Gouveia e Melo garantiu que, no período "de uma semana a uma semana e meia" será recuperado o tempo perdido pela suspensão da vacina da AstraZeneca.

"Vamos recuperar muito rapidamente essa vacinação e vamos vacinar outras pessoas para além dessas 120 mil. Nós, mais uma semana, semana e meia, temos o plano recuperado como se não tivéssemos feito nenhuma pausa", sublinhou Gouveia e Melo, dizendo ainda que a vacinação de professoras foi reagendada para os dias 27 e 28 de março.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) assegurou esta quinta-feira que a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 "é segura e eficaz", não estando também associada aos casos de coágulos sanguíneos detetados, que levaram à suspensão do seu uso.

"O Comité de Avaliação dos Riscos em Farmacovigilância chegou a uma clara conclusão na investigação dos casos de coágulos sanguíneos: esta é uma vacina segura e eficaz", declarou a diretora executiva da EMA, Emer Cooke, falando em videoconferência de imprensa a partir da sede do regulador, em Amesterdão.

Depois de uma investigação nos últimos dias dos especialistas do regulador europeu, Emer Cooke garantiu que a administração da vacina da AstraZeneca "não está associada a um aumento do risco de eventos tromboembólicos responsáveis pelos coágulos sanguíneos" nalguns dos vacinados com este fármaco.

A posição surge depois de nos últimos dias vários países europeus, incluindo Portugal, terem decidido por precaução suspender a administração da vacina da AstraZeneca após relatos de aparecimento de coágulos sanguíneos e da morte de pessoas inoculadas com este fármaco.

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