Estado Islâmico reivindica atentado que matou nove pessoas no Afeganistão

Dois atentados à bomba em dois autocarros mataram pelo menos nove pessoas no norte do Afeganistão.

O grupo Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por dois atentados à bomba a dois pequenos autocarros que mataram pelo menos nove pessoas em Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão, avançou a agência France Presse.

"Os alvos parecem ser passageiros xiitas", disse o porta-voz da polícia provincial de Balkh, Asif Waziri, acrescentando que 13 pessoas ficaram feridas nas explosões.

As duas explosões ocorreram na quinta-feira à noite, com poucos minutos de intervalo, em diferentes partes da cidade, numa altura em que os trabalhadores regressavam a casa para quebrar o jejum do Ramadão, segundo Waziri.

"Os inimigos do Afeganistão estão a criar tensão e divisão entre o nosso povo", apontou.

As explosões aconteceram uma semana depois de um atentado numa mesquita xiita de Mazar-i-Sharif, no qual morreram pelo menos 12 fiéis e 58 ficaram feridos.

Desde que os talibã assumiram o controlo do Afeganistão, em agosto, depois de derrubar as autoridades apoiadas pelos EUA, o número de atentados diminuiu, mas os extremistas e o Estado Islâmicos permanecem ativos.

Em 22 de abril, um ataque à bomba atingiu uma mesquita da minoria sufi durante as orações em Kunduz, no norte do Afeganistão, matando pelo menos 36 pessoas, incluindo crianças.

Dias antes, explosões numa escola para meninos num distrito xiita da capital, Cabul, mataram seis pessoas.

Os afegãos xiitas, principalmente da comunidade hazara, que constitui entre 10 e 20% dos 38 milhões de habitantes do Afeganistão, são há muito alvo do Estado Islâmico.

As autoridades talibã insistem que derrotaram o Estado Islâmico, mas analistas dizem que a organização ainda representa uma grande ameaça à segurança do Afeganistão.

O porta-voz do governo afegão, Zabihullah Mujahid, disse à France Presse na quinta-feira que várias prisões foram feitas em conexão com os recentes ataques.

"Esses ataques atingiram locais que não eram suficientemente seguros, como mesquitas e uma escola, mas agora aumentámos a segurança nesses locais", acrescentou.

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