Estados Unidos enviam mais três mil soldados para a Europa de Leste

A decisão dos Estados Unidos ocorre num momento em que o país está em negociações com a Rússia sobre a concentração de forças militares nas fronteiras da Ucrânia.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, vai enviar esta semana, de território norte-americano, dois mil soldados para a Polónia e Alemanha, e parte de um esquadrão de infantaria com mil soldados, estacionados na Alemanha, para a Roménia.

A decisão foi tomada enquanto decorrem negociações com a Rússia sobre a concentração de forças militares nas fronteiras da Ucrânia, que o Ocidente admite que possam fazer parte de um plano de invasão.

Os países da NATO no leste da Europa temem que possam vir a ser os próximos alvos de Moscovo, embora a Rússia tenha garantido que não tem intenção de iniciar um conflito e que está disposta a continuar os esforços diplomáticos.

Recentemente, Biden tinha dito que é sua intenção enviar forças militares adicionais para reforçar a defesa dos países da NATO na Europa de Leste, como garantia de um compromisso de parceria.

Nesse espírito, o Pentágono colocou cerca de 8500 soldados baseados nos EUA em alerta máximo para uma possível deslocação para a Europa, onde poderão ser alocados para a defesa dos países aliados.

Os EUA já têm entre 75 mil e 80 mil soldados na Europa como forças permanentes estacionadas e como parte de rotações regulares em países aliados, como a Polónia.

Os Estados Unidos acusam a Rússia de se preparar para invadir a Ucrânia, um país já dilacerado por uma guerra civil no leste entre as forças de Kiev e separatistas pró-russos apoiados por Moscovo.

A Rússia nega a intenção bélica, mas condiciona qualquer medida para diminuir a tensão a garantias para a sua segurança, incluindo que a Ucrânia nunca será membro da NATO e que a aliança retirará as suas forças para as suas posições de 1997.

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