"A justiça foi servida." Estados Unidos mataram líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri

As autoridades norte-americanas realizaram uma operação "bem-sucedida" no Afeganistão durante o fim de semana.

Os Estados Unidos mataram o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, depois de uma operação antiterrorista "bem-sucedida" durante o fim de semana no Afeganistão, avançaram a Casa Branca e os media norte-americanos.

Um alto funcionário do Governo norte-americano revelou aos jornalistas que decorreu no fim de semana uma "operação antiterrorista contra um grande alvo da Al-Qaeda" no Afeganistão.

Mais tarde, numa declaração, o Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, confirmou a notícia.
"Os Estados Unidos levaram a cabo um ataque aéreo em Cabul, no Afeganistão, que matou o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri. Al-Zawahiri esteve sempre com Bin Laden. Era o número dois e foi responsável pelos ataques do 11 de setembro. Esteve envolvido no planeamento e foi responsável pela morte de 2977 pessoas", anunciou o líder norte-americano.

Biden prosseguiu: "Foi, durante décadas, a grande mente por trás de ataques contra os EUA, incluindo o ataque que matou 17 marinheiros norte-americanos. Também foi responsável pelos ataques a embaixadas no Quénia e na Tanzânia. Deixou um rasto de morte e assassinatos contra os Estados Unidos."

O Presidente norte-americano afirma que se fez "justiça ao eliminar Bin Laden há 11 anos" e agora "al-Zawahiri coordenava, através dos seus esconderijos, as operações da Al-Qaeda em todo o mundo". Ainda "fazia vídeos a apelar a ataques contra os EUA e os seus aliados". "A justiça foi servida", declarou.

"Durante anos, nas administrações de Bush, Obama e Trump, acompanhamos as movimentações e agora mudou-se para o centro de Cabul, para estar com a família. Eu autorizei o ataque de precisão que o retirou deste mundo. Foi um ataque de precisão que minimizou o risco para outros civis. Estou a partilhar isto agora depois de garantir que a missão foi um sucesso total", explica Joe Biden.

Biden concluiu a declaração com uma promessa: "Prometo que continuaremos a levar a cabo missões de antiterrorismo no Afeganistão e noutros países. Nunca vamos deixar que o Afeganistão volte a abrigar terroristas e seja uma base de ataque contra os EUA. Garantimos que vamos proteger a liberdade e tornarmo-nos um farol de liberdade para o resto do mundo. Nunca falharemos nem desistiremos."

De acordo com a BBC, um porta-voz dos Taliban confirmou que uma zona residencial de Cabul tinha sofrido um ataque de um drone norte-americano no domingo.

O Governo norte-americano atrasou a divulgação das informações até que a morte do líder da Al-Qaeda pudesse ser confirmada, segundo fonte que falou sob a condição de anonimato à agência Associated Press (AP).

Uma força do Exército norte-americano esteve no Afeganistão para apoiar o ataque e retirou-se depois, adiantou à AP um alto funcionário da inteligência dos EUA.

O até agora líder da Al-Qaeda tinha 71 anos e supervisionou os ataques do 11 de setembro de 2001 que vitimaram milhares de pessoas nos Estados Unidos da América.

O antigo líder da organização Terrorista, Osama Bin Laden, foi morto pelas forças norte-americanas em 2011, no Paquistão. O paradeiro de Ayman al-Zawahiri permaneceu incerto até agora.

Os EUA ofereciam uma recompensa superior a 25 milhões de dólares por informação que levasse diretamente à captura de al-Zawahiri.

O operação ocorre quase um ano depois da retirada caótica das forças norte-americanas do Afeganistão, que permitiu aos talibãs recuperarem o controlo do país, 20 anos depois.

Notícia atualizada às 00h50

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