Este ano, o tradicional "Festival Nu" do Japão foi só para 100 eleitos

Devido à pandemia, a celebração do Hadaka Matsuri quebrou pela primeira vez a tradição em 500 anos.

É uma tradição com mais de 500 anos: no terceiro sábado de fevereiro, milhares de japoneses celebram o Hadaka Matsuri, popularmente conhecido como "Festival Nu", no templo Saidaiji Kannoninem, em Okayama, na ilha de Honshu.

Este ano não foi exceção, mas a pandemia de Covid-19 obrigou a os organizadores a limitar o número de participantes dos habituais 10.000 para apenas 100, e a proibir a presença de público, conta a CNN.

Habitualmente, o festival começa a meio da tarde com um evento para rapazes e à noite milhares de homens passam uma ou duas horas a correr à volta do templo, enquanto se "purificam" com água gelada, usando apenas uma tanga japonesa designada "fundoshi" e uma espécie de meias brancas, "tabi".

Pelas 22h00, a multidão concentra-se em frente ao templo e, a partir de uma janela elevada, um sacerdote atira cem fardos de ramos e dois bastões sagrados chamados "shingi" , que todos se acotovelam para tentar apanhar para ter boa sorte, uma colheita abundante, prosperidade e fertilidade.

Os 100 eleitos para participar no Hadaka Matsuri deste ano, que se realizou no último sábado, foram homens que no passado conseguiram apanhar os "shingi".

Para manter a distância física imposta pela pandemia, em vez de seguir a tradição cumprida ininterruptamente há mais de 500 anos, este grupo reuniu-se no templo Saidaiji Kannoninem para rezar pelo fim da pandemia e pela paz mundial.

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