Estrasburgo. Quatro na corrida à liderança do Parlamento Europeu
União Europeia

Estrasburgo. Quatro na corrida à liderança do Parlamento Europeu

Candidata do Partido Popular Europeu, a maltesa Roberta Metsola é apontada como favorita.

Os Eurodeputados elegem esta manhã, em Estrasburgo, o sucessor de David Sassoli na presidência do Parlamento Europeu. A data já estava prevista, uma vez que o mandato do italiano terminaria durante o mês de janeiro.

Há quatro candidatos na corrida àquele que é considerado um dos cargos de topo nos equilíbrios políticos e regionais.

Tudo indica que o cargo volte para o maior grupo político do Parlamento Europeu, com a eleição da candidata do PPE. Roberta Metsola é apontada como favorita na corrida à presidência do Parlamento Europeu, mas a conservadora maltesa terá de debater-se numa eleição com outros três candidatos.

Pacto Progressista

A espanhola Sira Rego é a candidata da Esquerda Europeia. Apresenta-se em nome do que diz ser uma visão alternativa. Defesa dos direitos humanos, condições de trabalho dignas, alterações climáticas, e a defesa dos serviços públicos, são os grandes tópicos em torno dos quais propõe um pacto de forças progressistas no parlamento europeu.

Sede do Parlamento Europeu

Se vencesse as eleições, o polaco Kosma Złotowski acabaria com as deslocações do Parlamento Europeu a Estrasburgo. O candidato do grupo dos conservadores e reformistas considera que falta uma justificação substantiva para as onerosas deslocações mensais. Złotowski alega que fixar a sede do Parlamento Europeu em Bruxelas traria poupanças económicas, ambientais e enormes ganhos de organização e de logística.

Se até aqui a vitória de Roberta Metsola não parece ameaçada, o caso muda de figura com a entrada em cena da sueca Alice Kuhnke, em nome da terceira força política do Parlamento Europeu, verdes.

Verdes

Alice Kuhnke tornou-se conhecida na Suécia como apresentadora de televisão, foi ministra da cultura. Em 1994, fez campanha num referendo pela adesão da Suécia à União Europeia. Vários analistas admitem que a candidata dos Verdes pode arrecadar um número significativo de votos de eurodeputados descontentes com as posições antiaborto de Roberta Metsola.

"Pontos de vista inaceitáveis"

Os dados estão lançados, mas falta ainda considerar a posição de um grupo político que não se apresenta na corrida, os Socialistas e Democratas. A líder da segunda força política no Parlamento Europeu, Iratxe Garcia, também já se manifestou contra as posições antiaborto da candidata maltesa, dizendo que são pontos de vista inaceitáveis.

Garcia já pediu uma audição para que Roberta Metsola clarifique algumas das afirmações. Mas, no final, a decisão pode passar por alguns ajustes para equilibrar a distribuição de cargos, uma vez que a eleição de Metsola deixará os socialistas sem a liderança de qualquer uma das instituições. A exceção é o serviço de ação externa chegado pelo socialista espanhol Josep Borrell.

Eleição

A escolha do presidente do Parlamento Europeu realiza-se por voto secreto, por maioria simples. O resultado deve ser conhecido a seguir às 10 da manhã, (11h em Estrasburgo).

No caso de não ser apurado um vencedor à primeira volta, os mesmos nomes podem ser chamados a uma segunda volta, podendo mesmo realizar-se uma terceira volta, em condições idênticas, com o mesmo número de candidatos.

Mas, se os resultados se mantiverem, numa eventual quarta volta apenas participam os dois candidatos mais votados na terceira volta.

Uma vez eleito, o novo presidente recebe o lugar, proferindo um discurso, e presidindo à eleição dos vice-presidentes e dos cinco deputados questores, que tratarão de assuntos financeiros e administrativos. Os seus mandatos serão renovados a cada dois anos e meio.

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