Etiópia lança o seu primeiro satélite para o espaço

Mais de trinta cientistas da Etiópia estiveram envolvidos com especialistas chineses para desenvolver e lançar o satélite para o espaço.

A Etiópia, o segundo país mais populoso de África, com cerca de 105 milhões de habitantes, colocou esta sexta-feira o seu primeiro satélite em órbita a partir de uma plataforma de lançamento na China.

"Fizemos história e o satélite será útil para proclamar o desenvolvimento e a prosperidade", disse o vice-primeiro-ministro etíope, Demeke Mekonnen, diante de cientistas, autoridades e especialistas chineses reunidos no centro de controlo de satélites em Entoto, nos arredores de Adis Abeba, para testemunhar o evento.

O Ministério da Defesa da Etiópia saudou o lançamento do dispositivo de teledeteção multiespectral ERSS-1 - que pesa aproximadamente 72 quilos e orbita a cerca de 700 quilómetros da Terra - com o disparo de 21 salvas de canhão.

O ERSS-1, o 99.º satélite que foi colocado em órbita em 2019, será usado para explorar o uso dos recursos agrícolas e minerais da Etiópia, bem como para fazer previsões meteorológicas.

Os cientistas etíopes do Observatório Espacial Entoto - criado em 2013 como um consórcio de 32 universidades públicas em todo o país - controlarão o satélite, que custou cerca de oito milhões de dólares (7,1 milhões de euros), principalmente financiado pela China, que também formou os especialistas etíopes.

Mais de trinta cientistas da Etiópia, potência económica da África Oriental, estiveram envolvidos com especialistas chineses para desenvolver e lançar o satélite para o espaço.

"Este é um despertar para o país, que se une às pessoas que exploram o espaço. Não podemos ficar para trás neste mundo tecnologicamente acelerado", acrescentou o vice-primeiro-ministro etíope.

A Etiópia junta-se a outros países da África Subsaariana na corrida espacial, como Gana, Nigéria, África do Sul e Quénia.

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