EUA abatem drones armados lançados contra aeroporto de Bagdade

No aeroporto de Bagdade, os drones tinham como isco a base militar onde se encontra "um número muito reduzido de militares da coligação, que não desempenham funções de combate".

Militares norte-americanos no Iraque abateram esta segunda-feira dois 'drones' armados lançados contra o aeroporto de Bagdad, onde estão estacionadas as tropas da coligação internacional anti-'jihadista' liderada pelos Estados Unidos, disse um responsável citado pela agência France-Presse.

O ataque, que não foi imediatamente reivindicado, acontece no dia em que se assinala o segundo aniversário da morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto num ataque realizado por um avião não tripulado ('drone') norte-americano, quando se encontrava no mesmo aeroporto.

Os dois 'drones' "tinham como alvo o aeroporto de Bagdade", especificamente a base militar onde se encontra "um número muito reduzido de militares da coligação, que não desempenham funções de combate", referiu a mesma fonte que não quis ser identificada e que disponibilizou à AFP fotografias dos restos de um dos projéteis, onde se lê "Operações de vingança dos comandantes".

"Os iraquianos abriram uma investigação", disse o responsável, acrescentando que "não há danos", mas que, sendo "um aeroporto civil, é muito perigoso lançar este tipo de ataque".

A 3 de janeiro de 2020, sob as ordens do então Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, um 'drone' atingiu o veículo que transportava Qassem Soleimani, arquiteto da estratégia iraniana no Médio Oriente.

Com ele, estava Abu Mehdi al-Muhandis, o número dois do Hashd al-Shaabi (Forças de Mobilização Popular), uma coligação de fações armadas pró-iranianas agora integradas nas forças regulares iraquianas.

Nos últimos meses, os militares e interesses norte-americanos no Iraque foram alvo de dezenas de ataques com 'rockets' e 'drones', nunca reivindicados, mas sistematicamente atribuídos pelos Estados Unidos às fações pró-Irão do Iraque.

No entanto, nas últimas semanas, esses ataques diminuíram drasticamente.

As fações pró-iranianas têm pedido insistentemente a retirada total das tropas norte-americanas estacionadas no Iraque no âmbito da coligação internacional anti-'jihadista'.

O apelo foi reiterado no sábado pelos dirigentes do Hashd al-Shaabi, perante milhares de manifestantes reunidos no centro de Bagdade para assinalar o segundo aniversário do assassinato de Qassem Soleimani.

A 9 de dezembro, o Iraque anunciou o "fim da missão de combate" da coligação, mas esta mantém tropas em território iraquiano para formação e aconselhamento.

Perto de 2500 soldados norte-americanos e mil militares de países membros da coligação estão atualmente estacionados em três bases mantidas pelas forças iraquianas.

Estas tropas estrangeiras já desempenham o papel de conselheiros e formadores há mais de um ano, depois de ajudar as forças iraquianas a derrotar o grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

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