EUA admitem reduzir presença militar em África

Possível redução militar norte-americana em África pode colocar em causa o combate às forças 'jihadistas'.

Os Estados Unidos admitiram esta segunda-feira reduzir a sua presença militar em África, o que pode colocar em risco os esforços feitos pelos europeus para ajudar a região na luta contra os 'jihadistas'.

"[Os recursos do Pentágono dedicados à África ou ao Médio Oriente] podem ser reduzidos e depois redirecionados, para melhorar a preparação de nossas forças nos Estados Unidos ou no Pacífico", afirmou o chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, general Mark Milley, à chegada a Bruxelas, na madrugada desta segunda-feira, para uma reunião do Comité Militar da NATO, que se realiza entre terça e quarta-feira.

Estas declarações foram feitas no momento em que a França reúne os líderes do G5 Sahel para tentar fortalecer a frente 'antijihadista' na região.

"Estamos no processo de desenvolver opções para o secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper", explicou o general Milley aos jornalistas.

Essa reflexão será feita "em coordenação com nossos aliados e parceiros nas áreas envolvidas", afirmou.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, reúne esta segunda-feira os chefes de Estado dos cinco países do Sahel - Chade, Níger, Burkina Faso, Mali e Mauritânia - para fortalecer a legitimidade, contestada, dos soldados franceses posicionados na região e tentar mobilizar os aliados europeus.

Os Estados Unidos querem reduzir o número de soldados destacados em toda a África nos próximos anos e concentrar-se mais em responder às ameaças colocadas por russos e especialmente chineses.

O exército norte-americano desloca por rotação em África cerca de 7 mil soldados das forças especiais que estão a realizar operações conjuntas com os exércitos nacionais contra os 'jihadistas', principalmente na Somália.

Além disso, 2 mil soldados do exército realizam missões de treino em cerca de 40 países africanos e participam nas operações de cooperação, em particular com as forças francesas da Operação Barkhane, no Mali, às quais prestam principalmente assistência logística.

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