EUA criticam apelo de Parlamento russo sobre repúblicas independentes

Parlamento russo aprovou uma resolução de apelo ao Presidente Vladimir Putin para que a Rússia reconheça a independência dos territórios separatistas pró-Rússia.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, avisou esta quarta-feira que o reconhecimento pela Rússia da independência dos territórios separatistas na Ucrânia constituiria uma "grave violação do direito internacional".

O Parlamento russo (Duma) aprovou na terça-feira uma resolução de apelo ao Presidente Vladimir Putin para que a Rússia reconheça a independência dos territórios separatistas pró-Rússia que lutam há oito anos, com o seu apoio, contra o exército ucraniano no leste da Ucrânia.

"Uma implementação desta resolução prejudicaria ainda mais a soberania e a integridade territorial da Ucrânia", denunciou Blinken, num comunicado.

Para o chefe da diplomacia norte-americana, esta decisão colocaria em causa "ainda mais o compromisso declarado da Rússia de continuar a comprometer-se diplomaticamente para alcançar uma resolução pacífica" da crise na fronteira com a Ucrânia.

Os Estados Unidos juntam-se assim à União Europeia (UE) que, na terça-feira, já tinha "condenado fortemente" o apelo da Duma, através da voz do Alto Representante para os Assuntos Externos, Josep Borrell.

Tal como Bruxelas, Washington sublinha que a aprovação desta resolução pelo Kremlin "representaria uma rejeição global por parte do Governo russo dos seus compromissos com os acordos de Minsk", assinados em 2014 sob mediação franco-alemã, que procuram o eventual regresso desses territórios ao controlo de Kiev.

As repúblicas pró-Rússia de Donetsk e Lugansk lutam, com o apoio de Moscovo, contra o Exército ucraniano no leste da Ucrânia há oito anos, num conflito que eclodiu após a anexação russa da península da Crimeia, em 2014.

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