EUA e outros 28 países pedem a Governo da Bielorrússia que não vede acesso à internet

Dezenas de nações dizem estar "profundamente preocupadas" com os "contínuos e recentes encerramentos parciais e completos da internet" na Bielorrússia.

Os Estados Unidos da América (EUA) e outros 28 países, entre os quais a Alemanha, França, Reino Unido e Ucrânia, condenaram na quinta-feira as alegadas intenções das autoridades bielorrussas de limitar o acesso à internet no país.

"Instamos as autoridades da Bielorrússia a absterem-se de cortar a internet [naquele país] ou de bloquear alguns serviços", afirmaram em comunicado conjunto estes 29 Estados, difundido pelo Departamento de Estado norte-americano.

Os signatários deste comunicado, citado pela agência espanhola Efe, são os EUA, Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Canadá, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França e Alemanha.

A Grécia, Islândia, Irlanda, Japão, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Polónia, Eslovénia, Suécia, Suíça, Reino Unido e Ucrânia também subscreveram esta nota.

As 29 nações explicitaram que estão "profundamente preocupadas" com os "contínuos e recentes encerramentos parciais e completos da internet", assim como com a alegada censura de vários conteúdos por parte do executivo bielorrusso.

"O espaço cívico 'online' é integral para uma sociedade cívica vibrante 'offline'. Os governos não devem bloquear ou impedir a conexão à internet, já que esses bloqueios vulnerabilizam os direitos humanos e as liberdades fundamentais, como o direito de associação ou de expressão, que são as bases fundamentais de uma sociedade democrática", sublinharam.

A Bielorrússia tem sido palco de várias manifestações desde 9 de agosto, quando Alexander Lukashenko conquistou um sexto mandato presidencial, numas eleições consideradas fraudulentas pela oposição e parte da comunidade internacional.

Nos primeiros dias de protestos, a polícia deteve cerca de 7.000 pessoas e reprimiu centenas de forma musculada, suscitando protestos internacionais e ameaça de sanções.

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países vizinhos da Bielorrússia rejeitaram a recente vitória eleitoral de Lukashenko e condenaram a repressão policial, exortando Minsk a estabelecer diálogo com a oposição.

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