EUA garantem que morte de jornalista na Ucrânia vai ter consequências

Comité para a Proteção dos Jornalistas pediu às forças russas para pararem imediatamente com toda a violência contra jornalistas e civis.

Os EUA garantem que a morte do jornalista norte-americano Brent Renaud na Ucrânia vai ter consequências. O jornalista foi morto e outro ficou ferido num tiroteio em Irpin, perto de Kiev. O carro em que seguia o jornalista e um outro repórter foi alvejado a tiro por militares russos.

"Estamos a consultar os ucranianos para determinar como isso aconteceu", disse Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional de Joe Biden, Presidente dos EUA, ao canal norte-americano CBS, classificando a morte como "chocante e horrível".

Já o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova Iorque, pediu às forças russas para pararem imediatamente com toda a violência contra jornalistas e civis.

"Quem matou Renaud deve ser responsabilizado", escreveu a organização sem fins lucrativos no Twitter.

Os "invasores [russos] matam cinicamente até mesmo jornalistas internacionais, que tentam mostrar a verdade sobre as atrocidades das tropas russas na Ucrânia", disse o chefe de polícia da região de Kiev, Andriy Nebitov, citado pela agência espanhola EFE.

"Hoje, um correspondente, de 51 anos do mundialmente famoso New York Times foi morto a tiro em Irpin. Outro jornalista foi ferido. Atualmente, eles estão a tentar retirar a vítima da zona de combate", escreveu Nebitov no Facebook.

Cliff Levy, um dos responsáveis do The New York Times, mostrou no Twitter a sua profunda tristeza "ao saber da morte de um jornalista americano na Ucrânia, Brent Renau", que, como explicou, era "um talentoso fotógrafo e cineasta".

A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

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