EUA impõem sanções a filhas de Putin e bancos russos

Ficam também proibidos todos os novos investimentos americanos na Rússia.

A Casa Branca anunciou, esta quarta-feira, sanções contra duas filhas adultas de Vladimir Putin, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, alegando que os familiares escondem a riqueza do Presidente russo. De acordo com um comunicado emitido por Washington, também a mulher e a filha do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, e membros o Conselho de Segurança da Rússia, incluindo os antigos líderes russos Dmitry Medvedev e Mikhail Mishustin, serão alvo de sanções.

Os Estados Unidos decidiram ainda impor sanções de "bloqueio total" às principais instituições financeiras públicas e privadas russas, o Sberbank, que representa quase um terço do espólio bancário do país, e Alfa Bank, o maior banco privado da Rússia, e informaram que todos os novos investimentos americanos na Rússia estão proibidos.

Numa publicação na sua página de Twitter, o Presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou que esta é uma "nova ronda de sanções devastantes" e que a Rússia pagará "um preço severo e imediato pelas atrocidades" cometidas em Bucha.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.480 civis, incluindo 165 crianças, e feriu 2.195, entre os quais 266 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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