EUA pedem à China para "parar imediatamente" com esterilização forçada de uigures

Chefe da diplomacia norte-americana assinou um comunicado onde desafia "todos os países" a unirem-se aos EUA para "pedir o fim" daquilo que considera serem práticas desumanas.

Os EUA pedem à China para "parar imediatamente" com a esterilização forçada dos muçulmanos uigures. Esta segunda-feira foi publicado um estudo que indica que Pequim pôs em prática uma política de controlo de natalidade muito dura e que inclui abortos e esterilização forçada contra os uigures e outras minorias étnicas na região de Xinjiang, no noroeste da China, que tem problemas de separatismo.

Mike Pompeo, chefe da diplomacia norte-americana, assinou um comunicado onde pede "ao Partido Comunista Chinês para parar imediatamente com estas práticas terríveis" e onde desafia "todos os países" a unirem-se aos EUA para "pedir o fim" daquilo que considera serem práticas desumanas.

Segundo dados oficiais, entre 2015 e 2018 as taxas de natalidade nas cidades de Hotan e Kashgar, habituadas sobretudo por uigures, caíram mais de 60%.

Xinjiang passou, nos últimos anos, a ser uma das regiões da China com menor crescimento demográfico, quando antes era uma das que registavam maior crescimento, segundo a AP.

Pequim disse antes que as novas medidas são meramente justas, permitindo que as minorias étnicas tenham o mesmo número de filhos que casais han.

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