EUA saúdam "cooperação e flexibilidade" dos taliban no dia do primeiro voo charter

A porta-voz da Casa Branca recusou-se a precisar quantos cidadãos norte-americanos seguiram no voo, alegando que este tinha acabado de aterrar pelo que não dispunham ainda da informação completa.

Os Estados Unidos saudaram nesta sexta-feira a "cooperação" e "flexibilidade" dos talibãs, no dia em que se realizou o primeiro voo de retirada de americanos de Cabul depois da retirada do contingente norte-americano do Afeganistão.

"Os taliban provaram cooperar ao possibilitarem que cidadãos americanos e residentes legais" abandonassem o Afeganistão a partir de voos charter com partida de Cabul, afirmou a Casa Branca.

Mostraram "flexibilidade e foram profissionais no diálogo que temos encetado com vista a cumprir os nossos esforços", refere nota da Casa Branca, acrescentando tratar-se de "um primeiro passo positivo".

Questionada sobre a questão numa conferência de imprensa, a porta-voz presidencial recusou-se a precisar quantos cidadãos norte-americanos seguiram no voo, alegando que este tinha acabado de aterrar pelo que não dispunham ainda da informação completa.

Até esta sexta-feira, o Governo norte-americano estimara que continuassem no Afeganistão perto de uma centena de norte-americanos que desejam abandonar o país depois do transporte em massa levado a cabo pelo exército norte-americano, em finais de agosto, após a tomada de poder pelos taliban.

A operação de retirada permitiu que perto de 123 mil pessoas abandonassem o Afeganistão em duas semanas.

De acordo com a Casa Branca, que agradeceu ao Qatar pelo papel desempenhado na operação, os Estados Unidos "facilitaram" esta sexta-feira a saída.

"Temos trabalhado de forma ativa e o voo de hoje é o resultado de esforços diplomáticos", acrescentou, enquanto a administração de Joe Biden é acusada de ter deixado os americanos à mercê do regime talibã e de cumprir as exigências dos novos líderes do regime de Cabul.

"Vamos continuar os esforços para facilitar a partida segura e ordeira de cidadãos americanos e de residentes permanentes legais" para os Estados Unidos, bem como a de afegãos que trabalharam e colaboraram connosco e que queiram abandonar o país", assegurou a Casa Branca.

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