Eurogrupo reconhece necessidade de evitar "pobreza energética" nas famílias

O Eurogrupo reconhece que são necessárias medidas para evitar que o aumento dos preços da energia se reflita na fatura da energia.

Os ministros das Finanças da zona euro dizem-se "conscientes" da necessidade de "abordar" a escalada do preço da energia, com vista a enfrentar o "impacto social". O recente aumento do preço da energia foi o tema dominante da reunião do Eurogrupo, esta segunda-feira, no Luxemburgo.

"A discussão de hoje mostrou uma consciência partilhada sobre a necessidade de abordar o impacto social do atual pico do preço [da energia], e a necessidade de proteger as famílias mais vulneráveis da pobreza energética, através de medidas direcionadas", afirmou o presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe.

O comissário da Economia Paolo Gentiloni afirma que ainda este mês Bruxelas fará uma comunicação com iniciativas a nível europeu.

"É importante, na minha opinião, que as medidas sejam temporárias e dirigidas para respeitarem as regras do mercado único", defendeu o comissário, considerando "crucial que as medidas sejam consistentes com a transição para uma economia descarbonizada".

"Concordámos plenamente que a situação atual não fragiliza os nossos ambiciosos objetivos climáticos", esclareceu Paschal Donohoe, garantido que "a transição verde não é o problema, é parte da solução".

Na reunião desta segunda-feira, cada um dos ministros apresentou uma perspetiva política sobre os últimos desenvolvimentos em matéria de energia, que "têm o potencial para atrasar a recuperação económica na zona euro".

A discussão visou avaliar "até que ponto os movimentos recentes dos preços da energia são permanentes ou transitórios", desacordo com um documento de trabalho, elaborado antes da reunião, o qual antecipa que no caso de uma inalação de caráter mais duradouro, haja "maiores implicações para o crescimento e a inflação, dado o potencial de preços mais altos da energia afetarem as cadeias de abastecimento, as margens de lucro e a probabilidade de transferência para os preços ao consumidor e o processo de concertação social para negociação de salários".

Do final da reunião resultou um consenso sobre o caráter temporário da subida de preços. Mas o comissário da Economia considera que há variáveis a ter em conta, como "as condições sazonais dos inverno, que serão essenciais para perceber quanto tempo levará esse [inflação] temporária".

Na próxima quarta-feira, o tema vai também estar em debate, na sessão plenária de Estrasburgo, com o objetivo de discutir que meios estão ao alcance a nível europeu e a nível nacional, para enfrentar a subida dos preços da energia.

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